O cenário econômico para os próximos anos gera expectativas sobre a condução das contas públicas no Brasil. Analistas e membros do governo discutem a possibilidade de uma virada na gestão fiscal, visando o equilíbrio necessário para o desenvolvimento sustentável do país a longo prazo.

O economista Nelson Barbosa, atual diretor no BNDES, sinaliza que existe uma probabilidade real de moderação fiscal a partir de 2027. Essa visão baseia-se em estudos preliminares que indicam um esforço para a reversão de déficits em superávits, conforme divulgado pelo Estadão.

Conforme os dados analisados, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias projeta uma transição de déficit primário para um resultado positivo. Esse movimento é visto como essencial para garantir a previsibilidade e estabilizar a economia nacional frente aos desafios globais.

Entenda o caminho para a moderação fiscal

A estratégia desenhada para 2027 envolve um controle rigoroso sobre os gastos públicos. A meta principal é reduzir a despesa primária, que deve apresentar uma queda gradual em relação ao PIB, afetando áreas como a Previdência e despesas de pessoal.

Redução de gastos e controle orçamentário

Barbosa destaca que o ajuste passará por uma contenção em diversos setores, incluindo o Bolsa Família e gastos discricionários. O economista pondera, contudo, que reduzir custos previdenciários é um desafio técnico complexo, exigindo medidas bem estruturadas.

A lei complementar 211 será um marco importante. Ao vedar o crescimento real da despesa de pessoal e novos benefícios tributários, o governo central busca frear o avanço das contas em um cenário onde o déficit primário recente acionou gatilhos automáticos de contenção.

Possíveis mudanças no arcabouço fiscal

Integrantes da equipe econômica já ventilam alterações nos parâmetros do arcabouço fiscal vigente. A ideia central é reduzir o limite de crescimento anual das despesas, atualmente entre 0,6% e 2,5%, para valores menores, como 1% ou 1,5% ao ano.

Essa medida funcionaria como uma trava adicional, especialmente para conter o crescimento dos gastos previdenciários. Além disso, a revisão de privilégios tributários, como a taxação de lucros no setor de serviços, ganha força na agenda para equilibrar a receita.

O peso da política na economia

Barbosa argumenta que o atual governo realizou a recomposição de despesas que estavam congeladas em mandatos anteriores. Com essa etapa concluída, o Executivo ganha, segundo a análise, um espaço mais amplo para promover cortes necessários sem comprometer serviços básicos.

A escolha política, explica o economista, tende a favorecer a estabilidade inflacionária, que é vista como prioridade pela população. Diante de riscos globais de estagflação, a moderação nas contas públicas torna-se o caminho mais seguro para garantir a retomada econômica.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, disponível em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

You May Also Like
Choque nos preços de energia evidencia dependência da Ásia a petróleo e gás importados, diz FMI

Por que o diesel já está mais caro que na pandemia e a gasolina do Brasil é a mais cara do mundo? Entenda os gráficos e o impacto da guerra no Oriente Médio

A alta nos preços dos combustíveis no Brasil reflete choques globais de energia e a vulnerabilidade da Ásia à dependência de importações, alerta o FMI
Ocupação de torres corporativas sobe e setor vive momento de ‘equilíbrio’

Mercado de escritórios em São Paulo vive virada surpreendente com queda na vacância e alta nos aluguéis em 2026

Ocupação de prédios corporativos atinge patamares de equilíbrio e reflete o retorno ao regime presencial e a força do setor empresarial paulistano
Minerais críticos: É urgente a aprovação do projeto de lei que saiu da Câmara, diz Silveira

Brasil quer controlar minerais críticos: veja como a nova lei protege nossa riqueza e soberania!

Ministro Alexandre Silveira cobra rapidez do Senado para aprovar marco legal dos minerais críticos
Banco Central não dá pistas sobre futuro do BRB, mas situação do banco público permanece incerta

Banco Central quebra o silêncio sobre crise no BRB: veja o que pode acontecer com o banco agora

O Banco de Brasília enfrenta um rombo bilionário, falta de transparência nos balanços e monitoramento rigoroso do BC.