O Brasil possui um mercado de aviação civil com enorme potencial de expansão, especialmente em rotas regionais e aeroportos secundários. No entanto, as companhias aéreas de baixo custo ainda encontram barreiras significativas para operar internamente.
Luis Felipe Oliveira, CEO da Exactly Consulting, destaca que a entrada dessas empresas depende de uma mudança profunda na visão regulatória e comercial do País. Ele defende que o foco do crescimento não deve ser apenas nos aeroportos centrais.
O especialista afirma que é preciso ter coragem política para modernizar as regras e permitir que o setor cresça de forma sustentável, garantindo mais opções aos passageiros, conforme divulgado pelo Estadão.
Os desafios das companhias aéreas de baixo custo no mercado brasileiro
Atualmente, as empresas conhecidas como low-cost enfrentam dificuldades para implementar o modelo de cobrança separada por serviços. Isso inclui itens como bagagem despachada, marcação de assentos específicos e a alimentação servida a bordo.
Para atrair novos players, Oliveira acredita que o Brasil precisa oferecer mais liberdade comercial. Sem a possibilidade de cobrar por serviços adicionais, o modelo de negócio dessas empresas se torna inviável no cenário doméstico atual.
Liberdade comercial e novos horizontes
Oliveira aponta que o debate no Brasil está muito concentrado na redistribuição de slots em aeroportos congestionados, como Congonhas. Para ele, o verdadeiro potencial de crescimento está na criação de rotas inéditas em cidades médias.
“Não é distribuir slots. É criar novos slots, criar novas rotas e nova demanda. Eles estão dispostos a assumir esse risco, mas precisam de um ambiente legal para isso”, afirmou o executivo durante uma entrevista sobre o setor.
A cultura do pagamento por serviços extras
Outro ponto crucial mencionado é a necessidade de conscientizar o passageiro brasileiro sobre o modelo de financiamento das passagens. Segundo Oliveira, para as companhias aéreas de baixo custo funcionarem, o usuário deve pagar apenas pelo que usar.
Ele reforça que não existe almoço grátis na aviação moderna. “Se ele quiser levar bagagem de 10 quilos, precisa aprender a pagar por uma mala a mais. É assim que as low-costs europeias funcionam, e os passageiros aceitam lá”, comparou.
Tecnologia e modernização dos terminais
Embora a infraestrutura física dos aeroportos brasileiros tenha melhorado drasticamente após as concessões, o gargalo remanescente agora é tecnológico. O Brasil ainda carece de avanços que já são realidade nos principais terminais globais.
A implementação da biometria e de sistemas de imigração automatizados é vista como essencial para o futuro. Isso permitiria que o processo de viagem fosse muito mais ágil, reduzindo filas e melhorando a experiência do passageiro de ponta a ponta.
A fonte original desta notícia é o [ESTADÃO] e você pode ler a matéria completa através do link: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/entrevista-ceo-exactly-brasileiro-bagagem-aviacao-baixo-custo/







