O cenário econômico global está passando por mudanças profundas, e o Brasil se tornou um porto seguro para capitais estratégicos. A tensão entre potências mundiais está redesenhando o mapa dos negócios atuais.

Investidores da China e do Oriente Médio estão intensificando suas operações de fusões e aquisições em solo brasileiro, aproveitando o recuo de grandes fundos americanos e europeus pressionados por juros.

Esse movimento marca uma nova fase para a economia nacional, com foco em tecnologia, energia e infraestrutura de longo prazo, conforme divulgado pelo Estadão, um dos principais veículos de notícias do país.

O avanço do investimento da China e Oriente Médio no mercado brasileiro

A volatilidade trazida aos mercados pela guerra no Oriente Médio e as restrições comerciais contra a China estão impactando as fusões no Brasil, atraindo investidores estratégicos de diversas regiões do mundo.

Segundo Daniel Wainstein, co-CEO do Grupo Seneca, estamos vendo a substituição dos fundos de private equity pelos estratégicos e um interesse crescente da China por questões geopolíticas e pelo tamanho do mercado.

Esses investidores olham para o potencial brasileiro como um todo, com uma visão de longo prazo, aproveitando o momento em que as empresas nacionais precisam de capital e há menor concorrência global.

A mudança de perfil do investidor chinês

O perfil do investidor chinês mudou, diversificando-se para além da infraestrutura básica. Agora, o foco migra para mineração, terras raras e energia solar, setores que sofrem restrições severas dos Estados Unidos.

No setor automotivo, a tensão entre potências mundiais beneficia o Brasil diretamente. Montadoras como BYD e GWM já investem bilhões em fábricas locais, impulsionando também a cadeia de autopeças nacional.

Além disso, o país criou benefícios para importação de veículos eletrificados, o que serviu como gatilho para a produção local. Há muita prospecção chinesa em empresas que possuem conteúdo de tecnologia e IA.

O interesse estratégico das nações do Oriente Médio

Já o investidor do Oriente Médio busca fatias minoritárias com assento em conselhos. Martha Leonardis, da NewCo, explica que eles buscam expansão regional e parcerias em setores que garantam segurança alimentar.

Países como Omã e Arábia Saudita são muito ativos. Eles oferecem subsídios para parcerias, exigindo que parte do investimento seja direcionada para negócios em seus próprios países, promovendo uma troca mútua.

O potencial de investimento de Abu Dhabi é considerado gigantesco, visto que seu fundo soberano possui 1,7 trilhão de dólares. Eles buscam levar, principalmente, força intelectual e tecnológica para sua região.

Setores que estão no radar dos estrangeiros

Infraestrutura, mineração e agronegócio dominam a pauta. O Abu Dhabi Ports Group adquiriu a Corredor Logística de Infraestrutura no Maranhão por cerca de 4 bilhões de reais em junho deste ano.

Até o início de 2025, os fundos do Golfo já acumulavam mais de 14 bilhões de dólares investidos no Brasil. Esse valor equivale a cerca de 1,2 por cento de todo o estoque de investimento direto no país.

Especialistas acreditam que esse movimento continuará forte, pois o Brasil é visto como um mercado estratégico e possui um alinhamento ideológico que facilita a entrada de capital estrangeiro em tempos de crise.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir os detalhes no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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