A exploração de minerais estratégicos no Brasil acaba de ganhar um novo capítulo bilionário. A empresa norte-americana USA Rare Earth confirmou a compra da mineradora Serra Verde, em Goiás.
O negócio envolve cifras astronômicas e conta com o suporte direto do Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O objetivo principal é assegurar o fornecimento de terras raras para tecnologias de ponta.
Essa movimentação coloca o Brasil no centro da disputa global por recursos minerais essenciais para a defesa e para a transição energética, conforme divulgado pelo Estadão.
O investimento bilionário na mineradora Serra Verde
A USA Rare Earth anunciou a finalização da capitalização de US$ 1,55 bilhão, cerca de R$ 7,7 bilhões, para concluir a aquisição da mineradora Serra Verde, situada no estado de Goiás.
Desse montante total, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos será responsável por aportar US$ 750 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 3,8 bilhões, reforçando o interesse militar.
Além do aporte financeiro, o governo norte-americano se comprometeu a comprar, por um período de cinco anos, ao menos US$ 300 milhões em produtos gerados por essa nova estrutura comercial específica.
Apoio direto do governo dos Estados Unidos
A empresa norte-americana terá o controle total sobre a primeira fase de produção. O foco está em elementos específicos e valiosos para a indústria tecnológica, como o disprósio e o térbio.
O presidente executivo da empresa, Michael Blitzer, afirmou: “Agradecemos o apoio estratégico e o aumento do compromisso de financiamento do governo dos EUA e temos orgulho de continuar nossa sólida parceria”.
Ele reforçou que o objetivo é construir uma cadeia de suprimentos de terras raras que seja segura e resiliente, diminuindo a dependência de fornecedores de outras regiões do planeta, especialmente no setor militar.
A importância estratégica da mina Pela Ema
A operação garante à companhia o controle da mina Pela Ema. Esta unidade é reconhecida como a única produtora em escala comercial fora do território asiático capaz de fornecer minerais para ímãs permanentes.
As chamadas terras raras são fundamentais para diversos setores modernos. Elas são aplicadas na fabricação de veículos elétricos, equipamentos eletrônicos sofisticados e sistemas de defesa aérea de última geração.
Com a conclusão da transação, a USA Rare Earth assume um ativo considerado vital para a autonomia industrial dos Estados Unidos, utilizando as reservas brasileiras como base para sua produção global.
Futuro dos minerais críticos no Brasil
Enquanto o negócio avança, o Senado Federal discute a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O projeto busca reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria nacional de extração mineral.
A proposta, que ainda aguarda novas votações, prevê incentivos fiscais e fundos garantidores para empresas. O objetivo é transformar o país em um protagonista no beneficiamento desses itens essenciais ao futuro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível no link: https://www.estadao.com.br/economia/governo-eua-empresa-compra-mineradora-brasileira-terras-raras-npr/







