O governo federal agiu para conter a pressão nos preços dos combustíveis e evitar um impacto imediato no bolso dos motoristas. O Ministério da Fazenda confirmou a continuidade de uma ajuda financeira estratégica.

A decisão acontece em um momento de forte incerteza no mercado global, com o preço do barril de petróleo atingindo níveis preocupantes para a inflação interna, o que exigiu uma resposta rápida da equipe econômica.

A medida foi formalizada pelo ministro em exercício, garantindo que o valor cobrado nas bombas não sofra um salto repentino nas próximas semanas, conforme divulgado pelo Estadão.

Decisão do Ministério da Fazenda mantém subsídio da gasolina

O Ministério da Fazenda informou que o ministro Dario Durigan assinou a portaria que estende a subvenção, uma espécie de subsídio, de R$ 0,44 por litro da gasolina por mais 30 dias, valendo a partir de 26 de julho.

Essa estratégia visa segurar a alta excessiva de preços provocada pelas tensões internacionais envolvendo o Irã. Sem a medida, o valor nas bombas poderia disparar, já que o barril de petróleo está sendo negociado perto de US$ 100.

O governo decidiu manter o subsídio atual para evitar que a volatilidade do mercado externo atinja o poder de compra dos brasileiros. A validade anterior do benefício terminaria originalmente no dia 25 de julho.

Impacto dos conflitos internacionais no petróleo

Com o barril na casa dos US$ 80, os efeitos eram moderados na economia e não havia necessidade de mudanças. O sinal de alerta acendeu quando o valor ultrapassou a barreira dos US$ 90 e se aproximou dos três dígitos.

O limite da subvenção é de até R$ 0,89 por litro de gasolina, o equivalente ao total de impostos federais pagos por litro no combustível, como PIS, Cofins e Cide. O valor atual representa cerca de metade dessa cobrança.

A subvenção é paga diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), garantindo que o preço final seja equilibrado nas refinarias.

Situação do diesel e custos da medida

O ministério informou também que a subvenção de R$ 1,12 para o diesel segue vigente sem alterações. Para este combustível específico, a validade da medida econômica está garantida até o dia 16 de setembro.

O custo total da manutenção desse benefício é próximo a R$ 1,2 bilhão por mês. O governo segue cauteloso quanto à ideia de ampliar as medidas, preferindo observar como o cenário internacional se comportará nos próximos dias.

Com a volta da escalada no conflito no exterior, a ideia da equipe econômica é manter o arcabouço vigente, sem novas retiradas de subsídios, mas também sem anunciar medidas adicionais até que o cenário se estabilize.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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