A Braskem, uma das maiores empresas do setor petroquímico, deu um passo decisivo para tentar equilibrar suas finanças. O cenário é de alerta máximo para investidores e para o mercado industrial.

O pedido de recuperação extrajudicial foi protocolado em São Paulo após intensas negociações. A empresa busca evitar um colapso financeiro diante de um volume de dívidas que impressiona o mercado.

A medida visa garantir a continuidade das operações enquanto os débitos são renegociados com os credores, conforme divulgado pelo Estadão.

O plano da Braskem para lidar com a dívida bilionária

A Braskem oficializou o pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O processo conta com a adesão de 39,6% dos créditos no momento.

Ao todo, os valores sujeitos à renegociação somam R$ 56,5 bilhões. A empresa correu contra o tempo para protocolar o documento antes do fim do prazo de proteção de 60 dias que possuía.

Detalhes do montante total das dívidas

No texto enviado à Justiça, a petroquímica informou que as suas dívidas totais alcançam o patamar de R$ 187 bilhões. Esse número astronômico acendeu o sinal vermelho em todo o setor industrial.

Desse total, cerca de R$ 130,5 bilhões referem-se a obrigações entre as próprias empresas do grupo, o chamado intercompany, o que possui um impacto mais contábil do que de caixa imediato no curto prazo.

O acordo estratégico com os credores

Para avançar com a recuperação extrajudicial, a legislação brasileira exige a adesão de pelo menos 33% dos credores. A Braskem conseguiu superar essa marca após negociações no último fim de semana.

O grupo de credores inclui grandes instituições bancárias e detentores de títulos de dívida no exterior. O objetivo central é evitar uma recuperação judicial completa, que seria um processo mais lento.

Proteção contra ações judiciais

No pedido, a empresa solicitou a suspensão de todas as ações e execuções contra as unidades envolvidas. A ideia é manter a estabilidade enquanto a solução definitiva para o grupo não é alcançada.

Conforme o escritório de advocacia E.Munhoz, “A manutenção do stay period é fundamental para manter um ambiente estável de negociações e viabilizar o atingimento de uma solução definitiva”.

Com a aprovação do conselho de administração, a Braskem agora foca em cumprir os trâmites legais junto à CVM e garantir que a reestruturação financeira siga o cronograma planejado pela gestão.

A fonte original é a Estadão.

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