O setor financeiro vive uma revolução sem precedentes. Os grandes bancos brasileiros já não discutem mais se devem ou não utilizar novas tecnologias, mas sim como controlar o seu alcance com total segurança.
Durante o evento Febraban Tech 2026, líderes das maiores instituições do país debateram os rumos dessa transformação. O foco agora é equilibrar a eficiência com a proteção rigorosa dos dados dos usuários.
A discussão central girou em torno de como os algoritmos impactam o dia a dia dos clientes e a necessidade vital de manter o controle humano em processos sensíveis, conforme divulgado pelo Estadão.
Desafios e estratégias diante do avanço da inteligência artificial nos bancos
Bancos como Itaú e Bradesco já utilizam o avanço da inteligência artificial para análise de crédito e marketing. O desafio agora é a personalização ética, respeitando sempre a privacidade dos clientes.
Segundo Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco, ter informações detalhadas não significa que o banco deva usar tudo. É preciso entender quais ofertas fazem sentido para que o cliente se sinta confortável.
A personalização e a ética no atendimento bancário
Para os executivos, a tecnologia deve ser usada para compreender melhor o consumidor. O objetivo é oferecer soluções que façam sentido para a trajetória financeira de cada pessoa, sem focar apenas no lucro.
A visão defendida no painel é que o avanço da inteligência artificial deve apoiar o cliente. A personalização não pode ser confundida com uma simples ferramenta para vender mais produtos de forma automatizada.
O papel da liderança humana nas decisões críticas
Apesar da autonomia dos agentes inteligentes, os CEOs concordam que certas responsabilidades são indelegáveis. O avanço da inteligência artificial não substitui, em hipótese alguma, o julgamento humano.
Marcelo Noronha, do Bradesco, destacou que o banco do futuro será mais automatizado, porém muito mais humano em decisões críticas. A ética e a empatia continuam sendo pilares essenciais que dependem de pessoas.
Segurança cibernética e o combate a fraudes tecnológicas
O avanço da inteligência artificial também é uma arma para criminosos. Gilson Finkelsztain, do Santander Brasil, alertou que os bancos precisam usar a tecnologia tanto para a defesa quanto para o ataque.
A governança robusta é vista como essencial para o setor. Roberto Salouetti, do BTG Pactual, reforçou que as regras de segurança e privacidade não devem ser confundidas com freios para a inovação tecnológica atual.
O futuro do trabalho e a análise inteligente de dados
Livia Chanes, do Nubank, lembrou que os sistemas processam grandes volumes de dados, mas profissionais qualificados são fundamentais. Eles devem interpretar resultados e questionar os modelos automáticos aplicados.
A capacidade de identificar riscos é ampliada, mas a resposta final a crimes complexos ainda depende da justiça. A tecnologia identifica padrões suspeitos, mas a punição envolve instituições públicas e investigação.
A fonte original desta notícia é o Estadão, que detalhou os painéis e as declarações dos CEOs durante o Febraban Tech, acesse a matéria completa em: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/bancos-aceleram-uso-de-ia-mas-mantem-decisoes-criticas-sob-comando-humano/







