O cenário corporativo brasileiro enfrenta um momento de forte turbulência financeira. Grandes nomes do mercado nacional estão recorrendo a medidas extremas para evitar o colapso total de suas operações.

Nos últimos dois anos, a soma das dívidas das companhias que buscaram proteção legal ultrapassou a impressionante marca de R$ 160 bilhões. Esse volume financeiro acende um alerta sobre a saúde econômica do setor.

Empresas como Braskem e Raízen lideram esse ranking de endividamento, buscando fôlego extra para negociar com seus credores, conforme divulgado pelo Estadão.

Entenda por que empresas como Braskem e Raízen entraram em recuperação judicial e extrajudicial

O impacto da Braskem no cenário nacional

A Braskem obteve aprovação de seu conselho para um pedido de recuperação extrajudicial com uma dívida de R$ 54 bilhões. O valor é o segundo maior dos últimos dois anos, atrás apenas da Raízen.

Além da petroquímica, outras marcas conhecidas aparecem na lista de dificuldades financeiras. A Casas Bahia soma R$ 17 bilhões em débitos, enquanto a Ambipar registra cerca de R$ 11 bilhões em obrigações.

O Grupo Pão de Açúcar, a Oncoclínicas e a Agrogalaxy também buscaram a recuperação judicial ou extrajudicial. Cada uma dessas companhias possui dívidas estimadas na casa dos R$ 5 bilhões no momento.

Fatores que impulsionaram os pedidos de socorro

Segundo Claudio Damasceno, da RGF Bizdoc, a gestão interna é crucial para o sucesso. Ele afirma que “o juro alto é uma boa desculpa, mas ele atinge todo mundo”, destacando que nem todos os barcos afundam.

A mudança na legislação em 2020 facilitou o acesso a esses mecanismos jurídicos. O quórum para aprovação de credores diminuiu e novos aportes financeiros ganharam maior proteção legal dentro do processo.

Um estudo aponta que 84 das mil maiores empresas do Brasil possuem indicadores críticos atualmente. Isso sugere que novos acordos e pedidos de recuperação judicial e extrajudicial podem ocorrer em breve.

Desafios específicos e o papel da Petrobras

No caso da Braskem, a geração de caixa não cobre sequer o pagamento dos juros da dívida. A situação é agravada pela necessidade de preencher minas de sal-gema em Maceió após um grave acidente ambiental.

Existe uma forte pressão para que a Petrobras, acionista da petroquímica, realize um aporte financeiro. Contudo, a estatal tem preferido focar no fornecimento de crédito e no apoio à reestruturação direta.

Damasceno ressalta que, embora não veja risco de uma crise sistêmica, o movimento gera demissões. O impacto social e na cadeia de fornecedores é inevitável com o aumento dessas recuperações no país.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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