O mercado imobiliário brasileiro foi surpreendido nesta semana com um anúncio estratégico envolvendo duas gigantes do setor de construção civil que alteram sua governança corporativa.

A Plano & Plano oficializou uma mudança significativa em sua estrutura de gestão, marcando o fim de uma era na parceria administrativa direta com a Cyrela Brazil Realty.

O movimento reflete uma nova fase de maturação para a construtora, que agora segue caminhos independentes em suas decisões internas, conforme divulgado pelo Estadão.

Entenda a saída da Cyrela e os novos rumos da Plano & Plano

Novo acordo de acionistas e governança

A Plano & Plano divulgou nesta segunda-feira, dia 10, um novo acordo de acionistas. O documento prevê a saída definitiva da Cyrela Brazil Realty do conselho de administração da companhia.

O novo pacto envolve os fundadores Rodrigo Luna, com 22,8% de participação, e Rodrigo Von Uhlendorff, com 15,5%. A Cyrela, que detém 33,4% da empresa, decidiu não participar mais da gestão.

Segundo o documento oficial, a própria Cyrela expressou o desejo de não participar mais da administração da Plano & Plano, optando por não indicar novos membros para o colegiado atual.

O fim de uma parceria administrativa

Atualmente, a Cyrela ocupa dois dos seis assentos do grupo. O copresidente Efraim Horn é o vice-presidente do conselho, enquanto o diretor financeiro Miguel Mickelberg também integra o time.

Este novo documento substitui o acordo original firmado em 2020. Desde então, a Plano & Plano realizou sua oferta inicial de ações na Bolsa, o que tornou diversos dispositivos antigos desnecessários.

Muitas regras perderam o objeto porque atingiram sua finalidade ou se tornaram obsoletas com a abertura de capital. As partes informaram que a mudança visa atualizar a realidade atual da empresa.

Maturação e mercado financeiro

Os acionistas justificaram a mudança afirmando o seguinte: “Considerando a maturação da companhia, bem como da intenção de que a empresa se mantenha dentro dos princípios e parâmetros”.

Eles completaram dizendo que buscam manter o que “nortearam a abertura de seu capital no Novo Mercado da B3, os acionistas desejam ajustar os termos e condições do acordo de acionistas original”.

O texto integral do novo acordo já está disponível para consulta pública na área de investidores da Plano & Plano, detalhando todas as cláusulas que regem essa nova fase de independência.

Estratégia e foco no Minha Casa, Minha Vida

Recentemente, a Cyrela também deixou o conselho da Cury, alegando que a empresa já possuía uma administração sólida. O movimento indica um foco maior em suas próprias operações imobiliárias.

Vale destacar que a Cyrela está acelerando seus negócios no programa Minha Casa, Minha Vida através da marca Vivaz, que compete diretamente no mesmo nicho de mercado da Plano & Plano.

A saída estratégica permite que a Cyrela foque em seu crescimento próprio, enquanto a Plano & Plano consolida sua maturidade administrativa perante os investidores do mercado financeiro nacional.

A fonte original é o Estadão.

You May Also Like
INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões a aposentados

INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões a aposentados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do…
Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça sua política de reajustes

Subsidios do governo para combustíveis não aliviam pressão sobre a Petrobras e deixam dúvidas no preço do diesel

Governo lança subvenções ao diesel importado e GLP, mas especialistas apontam riscos ao refino e à governança da estatal
Renan apresenta projeto para pôr em lei complementar regras de funcionamento do FGC

Calheiros recebe sinal verde do MP junto ao TCU para derrubar sigilo sobre auditoria do BC no Master

BRASÍLIA – A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) ensaia derrubar…
Minerais críticos: o Brasil não precisa escolher entre soberania e integração

Minerais críticos: como o Brasil pode transformar recursos geológicos em soberania econômica e integração nas cadeias globais

A transição energética coloca os minerais críticos no centro da geopolítica, e o Brasil tem oportunidade única de liderar o setor