O registro de um tornado no Paraná no último sábado trouxe preocupação e prejuízos severos para o setor agropecuário e moradores do interior, mobilizando lideranças regionais.

Em resposta ao desastre, o Sistema FAEP solicitou que os governos estadual e federal adotem medidas emergenciais imediatas para socorrer as famílias e produtores rurais afetados.

A entidade defende a abertura de crédito pré-aprovado e o restabelecimento urgente da energia elétrica nas áreas rurais atingidas, conforme divulgado pelo Estadão.

Medidas urgentes após o tornado no Paraná

As tempestades severas causaram danos em cidades como Piraí do Sul, Telêmaco Borba e Jaguariaíva. Segundo o Simepar, o fenômeno também atingiu municípios como Guarapuava e Castro.

O cenário descrito pela Defesa Civil é de destruição em granjas, galpões e residências. Além disso, a queda de árvores e postes interrompeu o fornecimento de luz em diversas fazendas.

Cobrança por crédito e energia elétrica

O Sistema FAEP informou que formalizará pedidos às Secretarias da Agricultura e da Fazenda. O objetivo é garantir que o produtor tenha recursos para reconstruir o que foi perdido.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente da entidade, destacou que a prioridade deve ser a volta da luz. Para ele, o crédito emergencial é o primeiro passo para a retomada produtiva.

Prevenção contra fenômenos extremos

A entidade criticou a lentidão em ações práticas. Meneguette afirmou que “não adianta fazer reunião e dizer que está equipado, se quando ocorre um tornado não há medidas de auxílio efetivas”.

Nos últimos dez anos, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais. Esses eventos afetaram 4,5 milhões de pessoas e geraram prejuízos estimados em R$ 32 bilhões no Estado.

Histórico de atrasos no socorro rural

O Sistema FAEP relembrou o tornado de 2025, que devastou a região Centro-Sul. Na época, cidades como Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro sofreram graves perdas materiais.

Nove meses após aquele evento, muitos produtores ainda não acessaram os apoios prometidos. A entidade agora pressiona para que o mesmo erro não se repita com os atingidos atuais.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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