A escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã ligou o sinal de alerta no mercado global de petróleo, trazendo incertezas sobre o valor final nas bombas brasileiras.

Diante desse cenário volátil, a equipe econômica do governo federal já tomou uma posição clara sobre a manutenção ou o retorno de subsídios para segurar os preços.

O foco agora é equilibrar as contas públicas enquanto se monitora o impacto dos conflitos internacionais no bolso do consumidor, conforme divulgado pelo Estadão.

A decisão da Fazenda sobre a subvenção ao diesel

A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que não há necessidade de retomar a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel neste momento.

Mesmo com a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, o Ministério da Fazenda entende que os efeitos atuais nos preços internacionais são considerados moderados.

Com o barril de petróleo na casa dos US$ 80, o governo acredita ter o conhecimento técnico necessário para lidar com o impacto sem precisar injetar mais recursos públicos.

O limite de alerta para o barril de petróleo

Atualmente, ainda existe uma medida vigente no valor de R$ 1,12 para o diesel, o que ajuda a amortecer as variações de mercado sem a necessidade de novos gastos extras.

Interlocutores do governo afirmam que o sinal de alerta voltaria a acender apenas se o barril ultrapassar ou estacionar na casa dos US$ 90 por um período prolongado.

Até que esse patamar seja atingido, o Executivo avalia que possui condições de lidar com os preços usando os instrumentos atuais, mesmo que isso atrase a retirada de outras medidas.

O impacto da crise global nos combustíveis

O mercado reagiu com força ao fechamento do Estreito de Ormuz e aos ataques contra infraestruturas energéticas, elevando o valor do barril do Brent para acima de US$ 79.

Além das tensões no Oriente Médio, a Rússia mantém restrições às exportações de diesel e avalia limitar o envio de gasolina e querosene de aviação para outros países.

Esses fatores aumentam os riscos à oferta global, mas a Fazenda resiste à pressão da ala política para evitar uma perda de R$ 1,2 bilhão por mês nos cofres da União.

O descarte de novas medidas tributárias

O governo também descartou retomar o projeto que previa o corte de impostos compensado pela receita extra do petróleo, texto que nunca chegou a ser votado na Câmara.

A prioridade da gestão atual é manter a estabilidade fiscal, evitando medidas vistas como eleitoreiras que possam comprometer o orçamento federal ao longo deste ano de 2024.

A retirada de subsídios na gasolina, no entanto, pode ser adiada por alguns dias devido à alta volatilidade causada pela guerra, garantindo uma transição mais suave aos postos.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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