Isabela Chusid iniciou a trajetória da Linus em 2018 com um investimento inicial de R$ 53 mil. Aos 23 anos, ela uniu a necessidade de um calçado firme devido a uma condição física com seu desejo de sustentabilidade.

A marca aposta em um material inovador, o PVC microexpandido, que permite criar produtos 100% recicláveis e livres de metais pesados. O foco no design e no conforto conquistou o mercado nacional rapidamente.

Com crescimento acelerado e presença em grandes varejistas, a empresa agora projeta novos passos ousados para o futuro da moda consciente no Brasil, conforme divulgado pelo Estadão.

O sucesso da Linus no mercado de sandálias sustentáveis

A Linus nasceu de uma necessidade pessoal da fundadora Isabela Chusid, que possui hiperfrouxidão ligamentar. Essa condição exige calçados que ofereçam estabilidade para as articulações e suporte aos arcos plantares.

Ao perceber que o mercado não oferecia opções que unissem conforto, design moderno e sustentabilidade a preços acessíveis, ela decidiu criar o próprio produto. O investimento inicial contou com o apoio de seu irmão, Alan Chusid.

Hoje, a marca deixou de ser apenas um e-commerce modesto para se tornar um fenômeno em 523 pontos de venda. Com parcerias como a Riachuelo, a empresa registrou um crescimento de faturamento de 30% em 2025.

A dor física que virou oportunidade de negócio

Para Isabela, a criação da sandália foi motivada pela busca por bem-estar. “Fui ao ortopedista, e ele falou que eu precisava usar algum calçado que desse sustentação aos arcos plantares”, revelou a executiva em entrevista.

A executiva notou uma lacuna no setor calçadista brasileiro, onde produtos ortopédicos raramente se alinhavam a propósitos ecológicos. Ela decidiu que sua marca deveria ser 100% vegana e ter a menor pegada de carbono possível.

Mesmo sem experiência prévia em química ou moda, Chusid mergulhou na cadeia produtiva para entender como viabilizar seu projeto. O resultado foi um modelo de negócio que corta intermediários para garantir margens competitivas.

Inovação em materiais e o uso do plástico consciente

O material escolhido para as sandálias é o PVC microexpandido, composto por 70% de fontes renováveis. Isabela defende que o material, se bem utilizado, é uma alternativa viável para a economia circular.

“Se usado da forma correta, pensando o pós-vida, desde o momento da concepção, o plástico não é necessariamente um vilão”, afirma a CEO. As sandálias são projetadas para serem totalmente recicláveis ao fim de sua vida útil.

Atualmente, o produto conta com cerca de 20% a 30% de material reciclado em sua composição. Esse limite técnico é mantido para garantir que o calçado não perca resistência e segurança para os usuários durante o uso.

Expansão do e-commerce para as lojas físicas

Embora tenha nascido no ambiente digital, a Linus entendeu que o varejo físico é fundamental para a aquisição de novos clientes. A marca agora investe em lojas próprias e parcerias estratégicas em todo o Brasil.

Para a CEO, o contato físico com o produto gera confiança. “As pessoas gostam de ver o produto, sentir, cheirar. E é um canal que está se provando muito bom”, explicou Isabela sobre a estratégia de multicanalidade.

A empresa também está atenta às novas gerações, como a Geração Z, utilizando plataformas como o TikTok Shop para se aproximar desse público. O objetivo é equilibrar o desejo por moda com o engajamento em causas socioambientais.

Planos para o futuro e novas tecnologias sustentáveis

A Linus já projeta um aumento de 50% no faturamento para 2026 e foca no desenvolvimento de novas tecnologias. Uma nova matéria-prima, capaz de captar mais CO2 do que emite, já foi patenteada pela companhia.

Essa inovação deve chegar ao mercado em 2028, reforçando o compromisso com a agenda ESG. Isabela também descarta, por enquanto, a venda da empresa ou fusões, focando totalmente no crescimento orgânico e estruturado da marca.

“Nós estamos muito concentrados em fazer a empresa crescer e acontecer, e estamos trabalhando muito duro para isso”, conclui a executiva, reforçando que a Linus ainda está no começo de sua jornada de expansão.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através deste link: https://www.estadao.com.br/economia/governanca/entrevista-isabela-chusid-linus-cresceu-varejo-chinelo-reciclavel/.

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