Situação fiscal crítica no Distrito Federal
A situação fiscal do Distrito Federal atingiu um ponto de extrema gravidade com a revelação de um buraco bilionário nas contas que pode mudar todo o cenário político local.
Técnicos do Tribunal de Contas identificaram um rombo no DF de R$ 5,5 bilhões, colocando em risco imediato o futuro eleitoral de figuras importantes da política brasiliense.
O caso será analisado em um processo que promete sacudir as bases da administração pública e deve ser julgado até julho deste ano, conforme divulgado pelo Estadão.
O risco de inelegibilidade para Ibaneis Rocha
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) está analisando as contas do ex-governador Ibaneis Rocha. A decisão pode impactar diretamente sua candidatura ao Senado em 2026.
O presidente do TCDF, Manoel de Andrade, afirmou que o tribunal cumprirá sua missão, destacando que quem tem as contas rejeitadas pode recorrer, mas a fiscalização será rigorosa.
“Quem tem as suas contas rejeitadas vai poder recorrer, mas é preciso que o tribunal cumpra a sua missão. Eu já rejeitei contas aqui,” declarou o presidente Manoel de Andrade.
Radiografia do rombo no DF e despesas ocultas
Os auditores encontraram um déficit primário de R$ 821 milhões e despesas de anos anteriores não pagas que somam R$ 1,7 bilhão, além de um passivo oculto faturado apenas agora.
A pressão no Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) também preocupa, somando R$ 1,5 bilhão. Técnicos chamam a situação de “rolagem de déficit assistido” nas contas públicas.
Na prática, a administração registra um resultado oficial para evitar sanções, mas esconde a solvência real do orçamento por meio de faturas que sequer foram registradas no período correto.
Crise no BRB e o cenário de desajuste
A deterioração das contas impediu o aporte necessário no Banco de Brasília (BRB), que foi atingido pela crise do Banco Master. O governo busca agora um empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
“São duas coisas ao mesmo tempo: o rombo do BRB e o rombo nas contas do governo. O ambiente está ruim,” ressaltou Andrade, cobrando credibilidade e ajuste para resolver a crise.
Para o presidente do tribunal, o cenário é resultado de descuido e desleixo com o dinheiro público, o que fundamenta a possibilidade real de uma rejeição técnica das contas apresentadas.
Gestão anterior e o novo plano econômico
O atual secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, descreveu a gestão anterior como “laissez-faire”, onde unidades gastavam sem controle, gerando o atual rombo no DF acumulado.
“O grande problema aqui no governo do Distrito Federal na execução financeira e orçamentária foi o ‘deixar fazer’, ‘façam’,” explicou Oliveira ao analisar o comportamento administrativo.
Para tentar reverter o quadro, o governo atual determinou um corte severo de gastos e proibiu novas despesas sem que haja dinheiro em caixa para garantir a solvência total da máquina.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa clicando no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







