A saúde financeira de cada estado brasileiro acaba de ganhar um novo capítulo com a divulgação de dados detalhados. O ranking reflete diretamente a gestão atual e o histórico de endividamento dos governadores.
O Tesouro Nacional utiliza a chamada Capacidade de Pagamento, conhecida como Capag, para atribuir uma nota de crédito que varia de A até D. Esse indicador é vital para a obtenção de novos empréstimos federais.
Enquanto algumas regiões do Nordeste e Norte se destacam com as melhores avaliações, grandes potências do Sudeste enfrentam sérios problemas de caixa e dívidas bilionárias, conforme divulgado pelo Estadão.
Entenda como a Capacidade de Pagamento define o futuro dos investimentos estaduais
O Capag funciona exatamente como um score de crédito para os entes federativos. Ele serve para o governo federal avaliar se um estado possui condições reais de honrar seus compromissos financeiros e dívidas.
Recentemente, as atenções se voltaram para as gestões de Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Ambos são nomes cotados para a disputa presidencial, mas entregam resultados fiscais bem distintos em seus respectivos estados.
Minas Gerais, sob o comando de Zema, mantém a nota D, a pior avaliação possível do Tesouro. Em contrapartida, Goiás, gerido por Caiado, apresenta a nota B, indicando uma situação financeira mais equilibrada.
O contraste entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo
O indicador analisa profundamente a relação entre a dívida consolidada e a receita corrente líquida. É um termômetro que mede o quanto o governo arrecada frente ao montante que ele deve pagar anualmente.
Segundo o colunista Pedro Fernando Nery, o Rio de Janeiro também amarga a nota D. Os esforços locais não têm sido suficientes para sanar um déficit que chega a quase R$ 20 bilhões por ano na região fluminense.
Já o estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas, ostenta uma nota intermediária B. Embora tenha uma economia pujante, o endividamento histórico impede que o estado atinja a nota máxima de excelência.
Como funciona o cálculo do score de crédito estadual
O Tesouro Nacional utiliza critérios rigorosos para definir quem recebe crédito. “Olha também o financeiro do Estado, se está tendo superávit ou déficit e se a dívida está aumentando”, destaca o especialista Nery.
Se um estado possui nota C ou D, ele fica impedido de receber garantias da União para novos empréstimos. Isso limita drasticamente a capacidade de realizar obras de infraestrutura e investimentos em serviços públicos.
Essa análise é feita anualmente e serve como um alerta para os investidores. Estados com notas baixas precisam passar por regimes de recuperação fiscal severos para tentar equilibrar as contas públicas novamente.
Por que estados do Norte e Nordeste lideram com nota máxima?
Estados como Ceará, Maranhão e Amapá surpreenderam ao aparecerem no topo do ranking com a nota A. Essa elite fiscal demonstra um controle rígido de gastos e uma dívida proporcionalmente menor que a dos vizinhos do Sul.
“Muitos Estados mais jovens, como os do Norte do Brasil, não participaram da onda de endividamento que São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, explica Nery sobre a diferença histórica entre as regiões.
Essa vantagem fiscal permite que esses estados tenham maior liberdade para buscar recursos e investir em desenvolvimento. O cenário mostra que a saúde fiscal dos Estados depende tanto do passado quanto das escolhas atuais.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através do link: Estadão | Qual o estado mais caloteiro do Brasil?







