A economia brasileira apresentou novos números sobre o custo de vida. O IPCA-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, registrou um avanço no mês de maio, trazendo reflexos diretos no consumo.
O movimento nos preços foi influenciado principalmente pelo setor de alimentos, que continua pesando no orçamento das famílias, apesar de uma desaceleração em relação ao mês anterior.
Os dados revelam que a inflação acumulada em doze meses ultrapassou o teto da meta estabelecida pelo governo para o período, conforme divulgado pelo Estadão.
Entenda o comportamento do IPCA-15 e o impacto nos preços em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 apresentou uma alta de 0,62% em maio. Embora o valor seja inferior aos 0,89% de abril, o acumulado do ano já atinge a marca considerável de 3,02%.
No recorte dos últimos doze meses, a inflação acelerou para 4,64%, superando a marca de 4,37% registrada até o mês anterior. Esse valor está acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5% atualmente.
Alimentação e bebidas puxam a alta dos preços
O grupo de alimentação e bebidas foi o principal responsável pela pressão inflacionária no mês. Com uma alta de 1,38%, o setor contribuiu de forma significativa para o índice geral de maio.
Comer em casa ficou mais caro, com os itens de alimentação no domicílio subindo 1,73%. Já a alimentação fora de casa teve um aumento menor, de 0,51%, mostrando uma leve desaceleração nos restaurantes.
Queda nos combustíveis traz alívio momentâneo
Por outro lado, o setor de transportes registrou uma queda de 0,33%, ajudando a segurar um avanço maior do IPCA-15. Esse recuo foi motivado principalmente pela baixa nos preços praticados nos postos.
A gasolina teve redução de 1,32%, enquanto o etanol recuou 2,73%. Esses números contrastam com as fortes altas registradas em abril, quando os combustíveis chegaram a subir mais de 6% no país.
Perspectivas para o cenário econômico
Analistas do mercado financeiro já previam uma aceleração, mas o resultado final ficou ligeiramente acima das expectativas. A inflação persistente em itens básicos exige atenção redobrada do consumidor brasileiro.
A variação mensal e o peso de cada grupo são calculados pelo IBGE, considerando dados de diversas regiões metropolitanas para compor o cenário nacional do custo de vida e os impactos na renda média.
A fonte original é o Estadão.







