O Jardim Pernambuco, situado no charmoso bairro do Leblon, consolidou-se como um dos endereços mais restritos da América Latina. Com cerca de 150 casas, o local funciona como um refúgio cercado por câmeras de segurança, guaritas e vigilância constante, atraindo uma elite que busca discrição.

A região ganhou notoriedade recente após a compra de uma mansão avaliada em R$ 220 milhões pela construtora Mozak, no final de 2024. A transação reforçou o status do condomínio como um local para poucos, conforme divulgado pelo Estadão.

Para Breno Elehep, sócio da Mozak, o espaço é o ponto de encontro de grandes empresários, advogados e CEOs. Segundo ele, viver no Jardim Pernambuco é a confirmação de que o morador pertence à elite carioca, onde a exclusividade é a marca registrada do CEP.

Um mercado imobiliário resistente a crises

O valor dos imóveis no Jardim Pernambuco impressiona, com casas variando de R$ 12 milhões a R$ 100 milhões, dependendo do terreno e do acabamento. Especialistas apontam que o público que frequenta a região é altamente capitalizado e imune a oscilações econômicas.

Além do custo de aquisição, a manutenção é elevada. Os proprietários investem cerca de R$ 6 mil mensais para custear serviços de jardinagem, limpeza e, sobretudo, a segurança armada. Todo esse trabalho é gerido de forma centralizada por uma associação de moradores local.

Vigilância rigorosa em vias públicas

Embora a prefeitura do Rio esclareça que o Jardim Pernambuco não seja um condomínio formal, operando como parte do bairro, a realidade prática é de um controle rígido. Visitantes passam por triagem rigorosa na guarita e são monitorados por sistemas de câmeras de vigilância.

O controle é tão evidente que até profissionais da imprensa são abordados por equipes de segurança ao tentarem registrar fotos na área. Especialistas em urbanismo alertam que, embora o medo da violência urbana justifique o desejo por proteção, o cerceamento do espaço público gera debates sobre legalidade.

Projetos de luxo e a chegada de novos moradores

O mercado imobiliário no local continua aquecido. O terreno da mansão de R$ 220 milhões, já demolida, dará lugar ao Estância Pernambuco, um projeto de alto padrão com dez casas. O valor das unidades varia entre R$ 23 milhões e R$ 45 milhões, com sete imóveis já vendidos.

A segurança, argumento central do projeto, contará com uma tripla camada de proteção. “Será um condomínio com tripla segurança”, afirma o executivo Breno Elehep. Além disso, nomes de peso como o jogador Neymar já teriam investido em terrenos na região, cimentando o valor do metro quadrado local.

O Jardim Pernambuco segue como um dos metros quadrados mais caros e cobiçados do país, superando até mesmo regiões valorizadas de São Paulo, como o Itaim Bibi. O sucesso do reduto, segundo especialistas, é justamente a capacidade de manter a discrição em uma cidade agitada.

A fonte original é o Estadão: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/jardim-pernambuco-reduto-leblon-elite-carioca-promessa-exclusividade-seguranca/

You May Also Like
Os prós e contras do plano do governo para desonerar o diesel e a gasolina e evitar a alta de preços

Desoneração da gasolina: entenda os riscos fiscais por trás do plano do governo para baixar o preço dos combustíveis e impactar a inflação no Brasil

Especialista analisa o impacto da proposta de reduzir impostos federais sobre o diesel e a gasolina utilizando receitas extraordinárias do setor de óleo e gás
Por que a desconfiança global com a economia dos EUA vem crescendo pouco a pouco?

Por que a desconfiança na economia dos EUA cresce? Entenda o risco da dívida e o impacto no seu bolso

Bancos centrais retiram ouro e fundos reduzem compra de títulos diante da desconfiança na economia dos EUA e do avanço da dívida bilionária.
O que muda e como as empresas estão se preparando para a NR-1, norma que monitora saúde mental

NR-1 risco psicossocial em vigor: o que muda para empresas, multas e preparação de 2024

Entenda a nova NR-1, a fiscalização de riscos psicossociais e como diferentes setores estão se adaptando ao prazo de 26 de maio
O mundo no cheque especial: países ricos começam a pagar 4% ao ano para financiar dívidas enormes

Dívida global: por que a alta dos juros está tirando o sono das potências mundiais agora?

Entenda como o fim da era do dinheiro barato afeta o orçamento das nações ricas e o impacto no Brasil