Governo avalia expansão do Desenrola para beneficiar adimplentes e informais
O governo federal trabalha na estruturação de uma nova fase do programa Desenrola, voltada especialmente para cidadãos adimplentes que enfrentam o peso de dívidas com juros elevados. A iniciativa busca ampliar o alcance das medidas de crédito no país, conforme divulgado pelo Estadão.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a equipe econômica estuda formas de incluir esse público no projeto. Além disso, existe um plano em desenvolvimento para atender trabalhadores informais, com previsão de anúncios oficiais entre o final de maio e o início de junho.
O tema tem sido alvo de debates intensos entre representantes do Palácio do Planalto e o setor bancário. O objetivo central é encontrar soluções que consigam equilibrar a oferta de crédito com a sustentabilidade financeira das famílias brasileiras, visando conter o avanço do endividamento.
Desafios para o setor bancário
Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, destacou que implementar um programa voltado para adimplentes é consideravelmente mais desafiador do que as edições anteriores. Segundo ele, o diálogo constante com a Fazenda é indispensável para desenhar uma política eficiente.
O executivo ressaltou que, embora o interesse do governo seja claro, a complexidade técnica exige cautela. O Itaú afirmou que já está operando a versão atual do Desenrola, voltada para inadimplentes, e registrou um alto nível de mobilização das instituições financeiras na adesão ao programa.
Impactos na carteira de crédito e inadimplência
Maluhy observou que o público abrangido pelo Desenrola tem um impacto relativamente menor na carteira de crédito do Itaú em comparação com outros bancos. Análises internas apontam que o perfil de endividamento dos seus clientes é inferior à média do mercado nacional.
Para manter a inadimplência sob controle no primeiro trimestre, o banco adotou uma estratégia de rigorosa disciplina. A instituição focou em limitar ou reduzir a exposição a riscos, prática conhecida no mercado financeiro como de-risking, garantindo maior estabilidade em longo prazo.
Consenso entre governo e bancos
A colaboração entre o Poder Executivo e os grandes bancos tem sido um ponto central no desenvolvimento das fases do programa. O presidente do Itaú afirmou que o desenho final do projeto atual é fruto de um consenso alcançado após conversas ativas com a equipe econômica.
Recentemente, diversas instituições financeiras confirmaram sua participação na nova rodada do programa, incluindo Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Nubank. A expectativa é que o trabalho conjunto continue sendo o pilar para as próximas etapas de renegociação no país.
A fonte original destas informações é o Estadão, que acompanha as movimentações econômicas do governo. Confira a matéria completa em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







