Crise no Banco de Brasília exige intervenção federal

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, oficializou a decisão de buscar auxílio junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é socorrer o Banco de Brasília, conhecido como BRB, que enfrenta um grave rombo financeiro ligado ao Banco Master.

O Distrito Federal pretende solicitar um aval excepcional do Tesouro Nacional para viabilizar um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos. A medida busca injetar capital na instituição, conforme divulgado pelo Estadão.

A situação é delicada, pois o Distrito Federal não possui nota de capacidade de pagamento (CAPAG) necessária para obter garantias da União. Atualmente, o DF detém nota C, enquanto o governo federal exige o nível entre A e B para esse tipo de operação.

Os impactos do rombo do Banco Master

O BRB acumula um prejuízo calculado em R$ 8,8 bilhões, resultado de operações apontadas como fraudulentas com o Banco Master. A crise é tão severa que a instituição não conseguiu publicar o balanço financeiro referente ao ano de 2025 no prazo legal.

O ex-governador Ibaneis Rocha já havia tentado um aporte de R$ 4 bilhões via Fundo Garantidor de Créditos, sem sucesso. Especialistas do banco estimam que sejam necessários, no mínimo, R$ 6,6 bilhões em capital novo para assegurar a continuidade das operações.

Estratégias de socorro e venda de ativos

Além da ajuda do Tesouro, Celina Leão pretende pedir que Lula intervenha junto a bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, para comprarem ativos do BRB. A ideia é tentar estancar a crise de liquidez por meio de uma venda bilionária de ativos vinculados ao Master.

Apesar da tentativa de diálogo, a governadora chegou a declarar anteriormente que não esperava ajuda federal. Técnicos do governo admitem, contudo, que o Distrito Federal não possui recursos próprios suficientes para cobrir o buraco financeiro por conta própria neste momento.

Tensões políticas e cortes de gastos

O pedido de socorro ocorre após um período de forte antagonismo entre Celina Leão e o Palácio do Planalto. A governadora chegou a afirmar, em declarações públicas, que o escândalo envolvendo o Banco Master estaria ligado ao coração do Partido dos Trabalhadores.

Para tentar equilibrar as contas, a gestão distrital revisa contratos e planeja vender papéis da dívida ativa, buscando levantar recursos. Contudo, essa operação possui restrições legais, destinando valores apenas para previdência e investimentos, não sendo permitida para cobrir o rombo bancário.

A fonte original desta notícia é o Estadão. Confira mais detalhes na matéria completa em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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