Na última quarta‑feira, o contrato de locação do prédio de cerca de 14 mil metros quadrados que o Banco Master ocupava na Vila Olímpia chegou ao fim. A devolução do imóvel, conhecida como Auri Plaza, promete agitar o mercado de lajes corporativas da região mais cara de São Paulo.

Especialistas apontam que a saída repentina pode elevar a vacância em até 5 pontos percentuais, mas acreditam que a alta demanda por espaços de alto padrão evitará impacto duradouro nos aluguéis. O cenário abre espaço para empresas que buscam um único endereço de grande porte, sobretudo do setor financeiro.

Essas informações foram confirmadas pela consultoria imobiliária SiiLa e citadas por analistas do Estadão.

Impactos imediatos da desocupação do Auri Plaza

A devolução do edifício deve influenciar a competição por imóveis na Vila Olímpia, região que registra vacância de 12,4% no primeiro trimestre, segundo a Binswanger Brazil. Eduardo Cardinali, da Binswanger, destaca que o aumento da vacância será temporário e que o espaço pode atrair locatários monousuários.

Oportunidade para empresas financeiras

Ygor Chrispin, da Colliers Brasil, afirma que a proximidade do Auri Plaza com a Faria Lima e a JK torna o imóvel ideal para bancos e fintechs. O Nubank, por exemplo, já anunciou investimento de mais de R$ 2,5 bilhões em novos escritórios nos próximos cinco anos.

Comparação com outros ativos da região

Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLa, compara a situação ao Pinheiros One, antigo prédio da Odebrecht, que hoje registra ocupação acima de 90% e valorização real de locação. Ele acredita que ativos bem localizados tendem a se reposicionar rapidamente.

Preços e condições de aluguel

O Auri Plaza tem aluguel estimado em R$ 3,9 milhões e preço de metro quadrado ao redor de R$ 229,60, 60% acima da média da Vila Olímpia (R$ 137,15). Essa diferenciação reforça o valor premium do imóvel.

Perspectivas de absorção de espaço

Mariana Hanania, da Newmark, aponta que atualmente 70 empresas ocupam áreas superiores a 10 mil m² na região, número que subiu de 52 em 2021. Ela acredita que a demanda por escritórios modernos continuará a impulsionar a absorção de grandes áreas.

Para mais detalhes, consulte a matéria original do Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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