Uma nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) mostra que a carga tributária sobre a indústria de transformação está diretamente ligada à perda de participação desse setor no Produto Interno Bruto (PIB). Os resultados apontam que países com impostos menores têm indústria mais representativa na economia.

O levantamento comparou dados de países europeus e latino‑americanos usando informações do Eurostat e da Cepal. Os números revelam que, enquanto a Alemanha possui taxa de imposto de 6,10% e a indústria responde por 22,04% do PIB, o Brasil registra 12,88% de imposto e apenas 12,78% de participação.

Segundo Claudio Considera, pesquisador do Ibre/FGV, “há uma relação entre imposto e desindustrialização”. A informação foi divulgada pelo Estadão.

Impacto da carga tributária sobre a indústria brasileira

No período de 2010 a 2021, a taxa média de imposto sobre a indústria de transformação no Brasil foi de 12,88%, quase o dobro da taxa alemã. Essa diferença explica, em parte, a queda da fatia industrial no PIB brasileiro, que passou de 14,1% em 2024 para 13,7% em 2025.

Comparativo internacional

Outros países apresentam cenários semelhantes: a Áustria tem 6,47% de imposto e 19,30% de participação no PIB; a Itália, 7,04% e 16,17%; enquanto a Grécia, com 13,62% de imposto, registra apenas 9,26% de participação.

Realidade na América Latina

Na região, o México destaca‑se com taxa de 3,10% e 19,74% de participação, já o Chile tem 10,35% de imposto e apenas 10,70% de participação no PIB.

Conclusões dos pesquisadores

Os autores afirmam que “sistemas tributários que oneram desproporcionalmente a produção industrial tendem a estar associados a menor peso manufatureiro no produto agregado”. A reforma tributária pode ser a solução, mas seu efeito só será mensurado ao longo de décadas.

Para mais detalhes, acesse a matéria original no Estadão.

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