O varejo brasileiro registrou queda de 0,4% nas vendas de dezembro de 2025 em relação a novembro, mas fechou o ano com alta acumulada de 1,6%, conforme dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira, 13. Esse resultado marca o nono ano consecutivo de avanços no setor.
A volatilidade reflete condições econômicas restritivas, mas mantém estabilidade para o PIB do quarto trimestre. Analistas preveem recuperação no primeiro trimestre de 2026, graças a isenções de IR e aumentos do salário mínimo. A Black Friday forte em novembro antecipou compras de Natal, explica o gerente do IBGE.
Esses números, conforme divulgado pelo Estadão.
Black Friday Mais Forte que Natal Pressiona Vendas de Dezembro
A queda de 0,4% no volume vendido no varejo em dezembro ante novembro decorre de “uma Black Friday mais forte do que o Natal” em 2025, avaliou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio no IBGE. Consumidores anteciparam compras nas promoções de novembro.
O recuo sucedeu o pico histórico de vendas em novembro, criando uma base de comparação elevada. “Dezembro tem efeito base. Novembro era o pico da série, é mais difícil conseguir mais crescimento”, disse Santos.
Fatores que Impulsionaram o Crescimento Anual no Varejo
Apesar do tombo mensal, o ano de 2025 teve alta de 1,6% no varejo restrito. Impulsionaram o desempenho o mercado de trabalho aquecido, com mais empregos e massa de renda em alta, além da expansão do crédito à pessoa física.
Outros elementos positivos foram a trégua da inflação em alguns meses e a desvalorização do dólar ante o real, beneficiando vendas de equipamentos de informática e comunicação. O varejo vinha de um 2024 forte, com crescimento de 4,1%.
Varejo Ampliado e Desempenho Trimestral
No varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício, as vendas caíram 1,2% em dezembro e subiram apenas 0,1% no ano. No quarto trimestre, o varejo restrito avançou 1,0% e o ampliado, 1,5%, na série ajustada.
Esses dados mostram resiliência, com sete dos onze grupos do varejo ampliado positivos no acumulado anual, segundo analistas.
A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.







