O Brasil tem um trunfo na economia verde: os biocombustíveis podem injetar R$ 300 bilhões na economia, impulsionando liderança global e sustentabilidade. Iniciativas como o Nova Indústria Brasil e a Coalizão dos Biocombustíveis visam ampliar sua participação na matriz energética.

Enquanto isso, a Raízen, gigante do setor de açúcar e álcool, enfrenta turbulências financeiras com prejuízo recorde. O videográfico do Estadão destaca esse potencial bilionário em meio a desafios do mercado.

Conforme divulgado pelo Estadão.

Potencial bilionário dos biocombustíveis para o Brasil

O plano Nova Indústria Brasil prevê R$ 300 bilhões em financiamentos até 2026 para modernizar a indústria, com foco em biocombustíveis. A meta é elevar sua fatia na matriz de transportes de 21,4% em 50%, reduzindo emissões de CO2.

Deputado Arnaldo Jardim, da Coalizão dos Biocombustíveis, afirma que a Lei dos Combustíveis do Futuro já atrai R$ 260 bilhões em investimentos. Isso gera empregos e posiciona o Brasil como líder mundial.

O biodiesel sozinho evitou quase 300 milhões de toneladas de CO2 em 20 anos, com mais de 80 bilhões de litros produzidos, segundo André Lavor, da Binatural Energias Renováveis.

Raízen registra prejuízo de R$ 15,6 bilhões no trimestre

A Raízen apurou prejuízo líquido de R$ 15,645 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/26, alta de 509% ante os R$ 2,571 bilhões do ano anterior. A receita caiu 9,7%, para R$ 60,392 bilhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 3,151 bilhões, queda de 3,3%. O impacto veio de provisão de R$ 11,1 bilhões por impairment, devido a rebaixamentos de rating.

A empresa, controlada por Cosan e Shell, diz que a provisão não tem efeito caixa e pode ser revertida com melhora macroeconômica.

Medidas de reestruturação e avanços operacionais

A Raízen contratou assessores para avaliar alternativas estruturais, com apoio dos controladores para injeção de capital. Continua operando normalmente e mantém relações com parceiros.

O plano de transformação, lançado em novembro de 2024, gerou ganho de R$ 600 milhões nos nove meses da safra. Reduziu investimentos em R$ 3 bilhões e tem R$ 17,3 bilhões em caixa.

Desinvestimentos trouxeram R$ 5 bilhões em caixa, otimizando o portfólio de ativos.

Fonte original: Estadão

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