A União Europeia decidiu elevar a tarifa do aço de 25% para 50% e reduzir drasticamente as cotas de importação isentas, numa medida que visa proteger o setor diante do excesso de oferta mundial.
Segundo comunicado do Parlamento Europeu, o volume livre de tarifa será cortado para 18,3 milhões de toneladas por ano, queda de 47% em relação a 2024, enquanto a nova alíquota de 50% também será aplicada a produtos fora das cotas.
A mudança substitui o mecanismo de salvaguardas vigente desde 2018, que expira em 30 de junho de 2026, e pode entrar em vigor já em 1º de julho, após aprovação formal do Conselho e do Parlamento.
Principais mudanças na política tarifária
Elevação da tarifa para 50%
A nova taxa será cobrada sobre todas as importações de aço que ultrapassarem as cotas, incluindo produtos que antes não estavam sujeitos a salvaguardas.
Redução das cotas isentas
O acordo reduz o volume de aço livre de tarifa para 18,3 milhões de toneladas anuais, representando quase metade do nível atual.
Rastreabilidade reforçada
Exportadores precisarão detalhar a origem do aço, indicando onde ocorreu a fundição e o vazamento do metal, informação que será usada na distribuição de cotas entre países.
Revisão de escopo em seis meses
O regulamento prevê uma avaliação semestral para considerar a ampliação do leque de produtos abrangidos pela tarifa.
A indústria siderúrgica europeia, que já perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008, enfrenta forte concorrência de importações mais baratas e vê na medida um alívio frente ao aumento das políticas protecionistas globais.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







