O cenário político nos Estados Unidos está passando por uma turbulência que muitos especialistas comparam ao Brasil. O foco da tensão é a disputa direta entre a Casa Branca e o Banco Central americano.

Donald Trump subiu o tom contra o Federal Reserve, atacando a resistência interna ao seu indicado, Kevin Warsh, e prometendo remover nomes do conselho. O movimento gerou alertas de instabilidade global.

A interferência direta na autoridade monetária sinaliza uma mudança profunda na postura de Washington frente à economia e à gestão financeira do país, conforme divulgado pelo Estadão.

O embate entre Donald Trump e a independência do Fed

A ofensiva contra a diretora Lisa Cook

O presidente Donald Trump afirmou que iniciará um processo administrativo para remover Lisa Cook do conselho do Federal Reserve. Ele alega que a diretora e outros membros formam um grupo hostil.

Segundo o republicano, o conselho da instituição talvez queira fazer a coisa errada em relação às taxas de juros. Trump sofreu um revés na Suprema Corte, que decidiu manter Cook no cargo recentemente.

O atual governo contesta a permanência da diretora com base em acusações de suposta fraude hipotecária. Mesmo com as negativas judiciais, o chefe da Casa Branca mantém a pressão para reformular o Fed.

Riscos para a credibilidade da economia

Um grupo de ex-dirigentes da autoridade monetária e do Tesouro alertou para os riscos econômicos dessa destituição. Nomes como Ben Bernanke e Alan Greenspan assinaram um documento de alerta.

Os especialistas afirmam que a medida poderia ameaçar a independência da instituição e corroer a confiança pública. Para os signatários, a estabilidade financeira depende de decisões técnicas, sem pressões.

O documento enviado à Suprema Corte reforça que a autonomia do Banco Central é fundamental para o mercado global. A tentativa de controle político sobre os juros é vista com enorme preocupação por investidores.

Uma temporada ao estilo brasileiro

A colunista conhecida como Duquesa de Tax destacou que os ataques mostram que os Estados Unidos estão em uma fase mais parecida com o Brasil. A interferência política no câmbio e juros é um tema familiar.

Trump, por sua vez, afirma que a economia americana vive anos dourados e poderia crescer muito mais. Ele acredita que o país tem potencial para atingir altas de até 13% no Produto Interno Bruto, o PIB.

O presidente defende que há mais fábricas sendo construídas e mais pessoas trabalhando do que nunca. Para ele, a resistência do Fed impede que a nação alcance resultados ainda mais expressivos e históricos.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

You May Also Like
Samsung: funcionários aprovam acordo com bônus individuais de até US$ 338 mil após lucros com IA

Funcionários aprovam acordo da Samsung com bônus de R$ 2 milhões; veja quem recebe!

Trabalhadores da divisão de chips da Samsung aceitam proposta milionária após ameaça de greve geral
INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões a aposentados

INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 milhões a aposentados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do…
Cláudio Considera - Estadão

Cláudio Considera: conheça a trajetória do economista que revolucionou as contas do Brasil

O especialista Cláudio Considera une experiência no IBGE, Ipea e na defesa do consumidor em uma carreira de destaque.
China abre investigações sobre práticas comerciais dos EUA em resposta às tarifas de Trump

China abre investigações sobre práticas comerciais dos EUA em resposta às tarifas de Trump

Como as tarifas de Trump afetam a sua vida? 1:53 Como as…