Como as tarifas de Trump afetam a sua vida?

Como as tarifas de Trump afetam a sua vida?.

PEQUIM — A China iniciou duas investigações sobre as práticas comerciais dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 27, sinalizando sua determinação em se opor às tarifas do presidente Donald Trump antes de sua visita em maio. O Ministério do Comércio afirmou que as novas investigações são uma resposta às duas investigações anunciadas por Trump no início deste mês contra vários países, incluindo a China.

Um comunicado do ministério afirmou que as duas investigações chinesas foram iniciadas para salvaguardar os interesses das indústrias chinesas relevantes e expressou “firme oposição” às investigações americanas. Uma delas examinará as políticas dos EUA que restringem a entrada de produtos chineses nos Estados Unidos e que limitam a exportação de produtos de tecnologia avançada dos EUA para a China.

A outra investigação concentra-se nas barreiras às exportações chinesas de energia verde. As investigações devem durar seis meses e poderão ser prorrogadas por mais três meses, se necessário, informou o ministério. As investigações chinesas são a mais recente salva em uma longa guerra comercial e podem servir como moeda de troca para contrariar quaisquer possíveis novas tarifas dos EUA. A Suprema Corte dos EUA derrubou algumas das tarifas anteriores de Trump, e ele respondeu lançando o que é conhecido como investigações comerciais da Seção 301.

Uma dessas investigações examina alegações de excesso de capacidade industrial — o que pode impulsionar as exportações — e subsídios governamentais que poderiam dar a empresas na China e em outros lugares uma vantagem desleal sobre os concorrentes dos EUA. A investigação, que tem como alvo 16 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia, pode levar a tarifas mais altas sobre as importações dessas economias. A outra investigação, envolvendo dezenas de países, incluindo a China, pode proibir a importação de bens produzidos por trabalho forçado.

O representante comercial da China alertou em recentes negociações com os EUA em Paris que as investigações americanas poderiam ameaçar a estabilidade conquistada com muito esforço nas relações econômicas entre os dois países. As negociações tinham como objetivo preparar o terreno para uma visita de Trump a Pequim, inicialmente prevista para a próxima semana. O presidente dos EUA adiou a viagem devido à guerra no Irã./AP

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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