O clima de disputa eleitoral antecipada deixou as redes sociais e desembarcou com força no centro financeiro do país. Recentemente, uma recomendação de venda das ações do BR Partners pela Empiricus gerou um intenso debate entre investidores.

A movimentação ocorreu logo após o CEO do banco, Ricardo Lacerda, fazer declarações comparando os riscos institucionais entre uma possível gestão de Flávio Bolsonaro e o atual governo. O episódio rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados.

O caso mistura análises técnicas de mercado com um forte componente de polarização política que tem afetado diversos ativos brasileiros. Entenda os detalhes dessa disputa e o que motivou a troca de posição, conforme divulgado pelo Estadão.

O embate político e o impacto nas ações do BR Partners

Lacerda afirmou em entrevista que “O presidente Lula, todo mundo já conhece: foi presidente três vezes, e ninguém acha que ele pode fazer algo que vá atentar contra a democracia”. A fala gerou forte reação imediata entre influenciadores.

Sobre o senador Flávio Bolsonaro, o executivo pontuou que o cenário é incerto devido a questões familiares e embates com o Judiciário, o que poderia trazer riscos institucionais graves, apesar de um possível viés econômico mais positivo para o mercado.

“Já do lado do Flávio Bolsonaro, é um pouco mais incerto, porque vai ter o pai dele na prisão querendo sair e brigando com o Supremo e não sei se ele vai mandar”, afirmou Lacerda na entrevista que viralizou negativamente entre grupos de direita.

Justificativas técnicas versus motivações políticas

A Empiricus, que pertence ao grupo BTG Pactual, justificou a venda das ações do BR Partners citando a estagnação de lucros. No entanto, no mês anterior, a recomendação da mesma casa de análise para o banco de investimentos ainda era de compra.

A casa de análise substituiu o banco pela Vitru Educação em sua carteira de Small Caps. No relatório, ironizaram a mudança com uma frase de Rumi, sugerindo que “Ontem eu era esperto e queria mudar o mundo. Hoje eu sou sábio, então estou mudando a mim mesmo”.

Felipe Miranda, cofundador da Empiricus, declarou publicamente seu voto em Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o PT. Ele defende que sua decisão técnica é isenta, embora o momento da publicação tenha levantado suspeitas na Faria Lima.

O cenário de volatilidade no setor financeiro

Entre os dias 18 e 24 de junho, as ações do BR Partners registraram uma queda de 3,94%. O valor dos papéis recuou de R$ 14,99 para R$ 14,40, refletindo a incerteza que paira sobre o ativo após os ataques coordenados em redes sociais.

Analistas ponderam que o setor financeiro como um todo enfrenta alta volatilidade. A recente decisão do Copom sobre a taxa de juros também contribuiu para o cenário de instabilidade que afeta o crescimento econômico e o desempenho das bolsas de valores.

O banco informou que lamenta que o relatório tenha sido influenciado por questões políticas, reforçando que não possui posicionamento partidário. O mercado segue acompanhando como essa tensão afetará a imagem institucional do banco de investimentos a longo prazo.

A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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