Angola desponta como um novo horizonte para o agronegócio brasileiro, oferecendo um mercado estimado em US$ 1,4 bilhão em terras africanas com solo fértil e clima favorável.

O governo angolano intensificou o diálogo com empresários do Brasil, buscando parcerias sólidas para transformar o país em um hub estratégico de exportação para todo o continente africano.

Apesar das cifras atraentes, investidores debatem sobre a segurança jurídica e as leis locais de posse de terra para garantir retornos financeiros, conforme divulgado pelo Estadão.

Desafios e Oportunidades no Agronegócio em Angola para Investidores Brasileiros

O Potencial Bilionário do Mercado Africano

O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, revelou que o país está pronto para receber capital estrangeiro. Ele estima que o mercado potencial para o agronegócio atinja US$ 1,4 bilhão.

Isaac dos Anjos destacou que o país busca eficiência na produção de alimentos, especialmente para reduzir a dependência externa. O foco inicial está em grãos e na produção em larga escala de proteína animal.

Segurança Jurídica e a Questão das Terras

Um ponto central de discussão é que, em Angola, as terras são de propriedade do governo, que faz a concessão aos agricultores. Esse modelo gerou questionamentos importantes por parte de investidores brasileiros.

A ex-ministra Katia Abreu questionou se essas terras poderiam ser dadas como garantia em financiamentos rurais. No Brasil, a propriedade da terra é um pilar para conseguir juros baixos e crédito facilitado.

Contudo, o ministro angolano foi enfático ao defender o modelo local. Ele afirmou que, se os produtores não quiserem aceitar as condições, o país buscará outros parceiros interessados no setor agrícola.

A Perspectiva de João Doria e o Crédito Local

Para o presidente do Lide Global, João Doria, a legislação angolana não é mais um impeditivo. Ele defende que concessões de até 120 anos oferecem segurança jurídica suficiente para grandes projetos.

Já o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) foca na bancarização dos produtores. O objetivo é aumentar a oferta de crédito para a agricultura, elevando a participação do setor na carteira do banco de 6% para 15%.

Metas para a Produção de Alimentos

Angola consome cerca de 600 milhões de toneladas de frango, mas importa a maior parte disso. O governo quer atrair brasileiros para produzir, no mínimo, 180 milhões de toneladas localmente, mudando essa realidade.

O ministro ressaltou que parcerias de sucesso atrairão novos nomes naturalmente. “Se conseguirmos fixar 20% desse montante em empresários com sucesso, os outros virão”, afirmou o representante angolano Isaac dos Anjos.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e o texto completo pode ser lido em: https://www.estadao.com.br/economia/agronegocios/angola-com-us-14-bi-em-oportunidades-para-o-agronegocio-esbarra-em-questoes-legais-de-terras/

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