O debate sobre a taxa das blusinhas ganhou novo fôlego na última sexta‑feira, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou que está disposto a rever a cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50.

Em entrevista à Globonews, Motta destacou que a medida, anunciada pelo governo Lula, pode gerar um impacto fiscal relevante e que é preciso entender se o orçamento do ano suporta uma eventual revogação.

O encontro entre Motta e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, está marcado para a residência oficial da Câmara, onde deverão ser alinhados os próximos passos, segundo a reportagem do Estadão.

Discussão preliminar na Câmara sobre a taxa das blusinhas

Motivações fiscais e comerciais motivam a abertura do debate. “É importante ouvir a justificativa do governo, já que essa medida traria também um impacto fiscal nas contas públicas, já que há um aumento da arrecadação com essa taxação, saber se o Orçamento deste ano suporta uma possível revogação dessas taxas”, declarou Motta.

Próximos encontros e procedimentos

O presidente da Câmara pretende levar a discussão aos líderes partidários caso o governo envie um projeto formal. O diálogo será estruturado a partir de reuniões entre Motta, o ministro José Guimarães e representantes do setor produtivo e dos consumidores.

Posicionamento sobre a jornada 6×1

Além da taxa das blusinhas, Motta reafirmou apoio ao fim da jornada 6×1 por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramita na Casa, e não por Projeto de Lei, reforçando a autonomia legislativa.

Veto à dosimetria e expectativas no Congresso

O presidente da Câmara também aguarda o apoio dos parlamentares para derrubar o veto do presidente Lula ao projeto de dosimetria que visa reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex‑presidente Jair Bolsonaro.

A fonte original da matéria é o Estadão. Acesse o artigo completo aqui.

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