Entenda como o tarifaço americano de 25% impacta a economia e as exportações do Brasil

Começou a valer nesta quarta-feira, 22, a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros. A decisão foi justificada como uma punição por supostas práticas comerciais desleais.

A medida atinge diretamente cerca de 18% das vendas do Brasil para o mercado norte-americano. Em valores, isso representa aproximadamente US$ 7,4 bilhões em negociações anuais afetadas pela nova política externa.

Apesar do impacto, o governo dos EUA liberou uma lista com mais de 2 mil itens isentos para evitar crises em seu próprio mercado interno e garantir o abastecimento, conforme divulgado pelo Estadão.

Lista de exceções poupa café e carne bovina

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) incluiu 2.126 produtos brasileiros na lista de isenções. O objetivo é evitar que a falta de matérias-primas cause perturbações na economia americana.

Entre os principais itens que ficaram de fora da sobretaxa estão o café, o suco de laranja e a carne bovina. Esses setores respiram aliviados, pois uma taxação extra poderia inviabilizar a competitividade no exterior.

O governo brasileiro, no entanto, considera a taxação injustificável. Tecnicamente, os Estados Unidos possuem superávit comercial com o Brasil, o que torna a medida uma ferramenta de pressão política, e não apenas comercial.

A cautela de Geraldo Alckmin e a Lei da Reciprocidade

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo estuda os próximos passos com cautela. Ele destacou que a Lei da Reciprocidade Econômica existe, mas que o uso de retaliações imediatas exige muito cuidado.

Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, afirmou Alckmin. A ideia central é buscar o diálogo e corrigir injustiças sem causar um fechamento comercial prejudicial para ambos os lados.

O setor industrial, representado pela Abimaq, também se posicionou contra uma retaliação direta. A entidade acredita que o caminho deve ser a negociação diplomática para reverter a decisão o quanto antes.

Risco de nova sobretaxa por trabalho forçado

Além dos 25% atuais, uma nova investigação americana sobre trabalho análogo à escravidão pode gerar outra tarifa de 12,5%. Se confirmada, a alíquota total para alguns setores pode chegar a 37,5% ainda nesta semana.

Essa nova taxa não seria exclusiva para o Brasil, atingindo outros 59 países e a União Europeia. Lideranças empresariais temem que esse acúmulo de impostos torne a exportação de máquinas e calçados financeiramente inviável.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços segue coletando dados para oferecer suporte ao setor produtivo. A prioridade agora é tentar sensibilizar o governo americano sobre os impactos negativos dessa decisão.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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