A recente decisão do governo americano de aplicar novas taxas sobre produtos nacionais gerou um alerta no comércio exterior. O chamado tarifaço dos EUA promete impactar bilhões de dólares em vendas brasileiras.
Enquanto o cenário parece desafiador, novos levantamentos trazem detalhes sobre quais setores realmente sentirão o peso dos impostos. A notícia mexeu com o mercado e com as projeções econômicas para o ano de 2025.
A análise detalhada mostra que, apesar das novas restrições, uma fatia significativa das mercadorias ainda respira com alívio nas negociações, conforme divulgado pelo Estadão.
Impacto das novas tarifas dos EUA na economia brasileira
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que US$ 19,3 bilhões das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam isentos de qualquer medida tarifária no momento.
O valor corresponde a 51,1% do total exportado pelo Brasil aos EUA no ano passado, que somou US$ 37,7 bilhões. Ao todo, 593 produtos exportados estão fora das sobretaxas aplicadas pelas autoridades americanas.
Setores atingidos pelo tarifaço de 25%
A decisão de tarifar em 25% os produtos importados brasileiros por meio da Seção 301 afeta cerca de US$ 7,2 bilhões em exportações. Isso equivale a 19,2% do total, atingindo 2.375 tipos de mercadorias diferentes.
Além disso, essas exportações também estariam sujeitas a uma tarifa de 12,5% atrelada à investigação de trabalho forçado. Esse processo está sendo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
Aço e alumínio sob pressão constante
Outros US$ 7,6 bilhões, cerca de 20,25% do total exportado, estão sujeitos à tarifa por meio da Seção 232. Esse imposto recai especificamente sobre os setores de aço, alumínio, maquinários e autopeças.
No total, 441 produtos exportados nesses segmentos enfrentam as taxas. Há ainda US$ 3,6 bilhões em vendas afetadas pela sobretaxa de 12,5% sobre trabalho forçado, mas que permanecem isentas da tarifa maior de 25%.
Divergência nos números e negociações
As estimativas sobre o alcance do tarifaço variam. O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a nova tarifa deve atingir 18% das exportações. Já a consultoria MB Associados projeta que 25,2% da pauta brasileira será afetada.
O presidente da Apex, Laudemir Müller, ressaltou que houve uma ampliação na lista de exceções. Segundo ele, “Isso é resultado do trabalho de negociação feito junto ao setor privado dos Estados Unidos”, afirmou em coletiva.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







