Após uma fase de testes bem-sucedida, a Uber expandiu para todo o território nacional uma ferramenta que permite que passageiras mulheres e pessoas não binárias solicitem viagens prioritariamente com motoristas do sexo feminino.

A iniciativa, batizada de Uber Mulher, foi desenvolvida pela equipe brasileira da companhia e anunciada como um pilar essencial para aumentar a segurança e o bem-estar das usuárias que utilizam o aplicativo diariamente.

Segundo Silvia Penna, diretora-geral da empresa no país, o recurso teve excelente aceitação, mas enfrenta o desafio de atrair mais profissionais mulheres para a plataforma, conforme divulgado pelo Estadão.

Expansão do Uber Mulher e os desafios da representatividade

Atualmente, as mulheres representam cerca de 50% da base de 30 milhões de usuários da Uber no Brasil, mas ocupam apenas 8% das vagas de motoristas parceiros. Essa disparidade é o principal obstáculo para a popularização do Uber Mulher.

Silvia Penna explica que existem barreiras culturais e práticas para as mulheres, como o menor acesso a veículos e à CNH. Além disso, a divisão desigual de tarefas domésticas reduz o tempo disponível para que elas exerçam a atividade.

“Existem barreiras sociais e práticas que temos que trabalhar em muitas mãos. Muitas vezes, elas têm menos acesso a veículos e à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), têm menos tempo disponível”, afirmou a executiva em entrevista.

Três formas de solicitar o recurso no aplicativo

Para facilitar a conexão, o Uber Mulher oferece três modalidades: reservar a viagem com antecedência de 30 minutos, ativar a preferência fixa nas configurações ou escolher a opção diretamente na tela inicial para chamadas imediatas.

Caso não existam motoristas mulheres disponíveis nas proximidades, o aplicativo redireciona o chamado para um motorista homem para evitar longas esperas, garantindo que a usuária não fique sem transporte no momento da necessidade.

A empresa também mantém o “U-Elas”, ferramenta que permite que as motoristas escolham atender apenas mulheres. Desde 2018, essa iniciativa gerou um crescimento de 160% no número de mulheres dirigindo pela plataforma no país.

Independência financeira e combate à violência

O impacto do Uber Mulher vai além do transporte. Estudos indicam que a autonomia financeira proporcionada pelo aplicativo ajuda muitas mulheres a romperem ciclos de violência doméstica ao garantirem sua própria renda mensal.

“Quando a mulher entra na Uber e consegue independência financeira, muitas vezes, ela se livra de violência doméstica. Tem todo um ciclo virtuoso que é muito bacana quando pensamos desde lá atrás”, destacou Silvia Penna.

A Uber trabalha em conjunto com instituições como o Fórum de Segurança Pública e o CNJ para criar conteúdos educativos e campanhas de sensibilização voltadas tanto para motoristas quanto para passageiras em todo o Brasil.

Tecnologia desenvolvida no centro de inovação brasileiro

Um ponto de destaque é que a funcionalidade foi criada no centro de tecnologia da Uber em solo brasileiro. Esse centro, inaugurado em 2018, é focado exclusivamente em desenvolver soluções de segurança para o mercado global.

O projeto começou com pilotos em cidades menores para ajustar o funcionamento do algoritmo. Como o Brasil é um país continental, a representatividade feminina varia muito entre as regiões, exigindo adaptações constantes no sistema de despacho.

A empresa pretende continuar investindo no aprimoramento do Uber Mulher, adicionando novos recursos e camadas de proteção para que a experiência de viagem seja cada vez mais tranquila, previsível e segura para todas as envolvidas.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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