O mercado financeiro nacional acompanha de perto os novos desdobramentos de um processo judicial envolvendo o Banco Master. A polêmica gira em torno de uma lista de créditos.
Entre os nomes citados, destaca-se o de Isaac Sidney, atual presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Ele teria captado um valor expressivo no final de 2020.
A transação financeira veio à tona por meio de documentos anexados a uma ação que investiga movimentações de Daniel Vorcaro, conforme divulgado pelo Estadão.
O empréstimo de Isaac Sidney do Banco Master e os detalhes da operação
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, tomou um crédito de R$ 5,5 milhões junto ao Banco Master em novembro de 2020. A informação consta em uma lista entregue por um liquidante.
Embora o nome de Sidney apareça na planilha de créditos, é importante ressaltar que ele não figura como alvo da ação judicial que busca o bloqueio de bens de Daniel Vorcaro e sua família.
A assessoria da Febraban foi procurada para comentar o empréstimo de Isaac Sidney do Banco Master, mas o executivo optou por não se manifestar sobre o caso até o momento da publicação.
Histórico profissional e consultoria jurídica
Antes de assumir o comando da Febraban em março de 2020, Isaac Sidney teve uma carreira de destaque como diretor do Banco Central (BC). Após cumprir quarentena, ele prestou serviços.
Em 2019, Sidney atuou como assessor jurídico do Banco Máxima, instituição que já era controlada por Vorcaro desde 2017 e que, posteriormente em 2021, passaria a se chamar Banco Master.
A planilha anexada ao processo detalha que o crédito tomado por Sidney tinha vencimento previsto para novembro de 2025, apresentando um saldo final projetado de R$ 6.141.212,50.
A dinâmica das cessões de crédito
O empréstimo de Isaac Sidney do Banco Master foi posteriormente cedido à Urbaniza, empresa de Aroldo Rodrigues da Silva. Aroldo possui um longo histórico de negócios imobiliários com Vorcaro.
No mercado financeiro, a cessão de carteiras de crédito é uma prática comum. Bancos vendem esses ativos para fundos ou outras empresas, que passam a ser responsáveis pela cobrança da dívida.
Contudo, o liquidante no processo alega que, neste caso específico, as carteiras teriam sido transferidas para entidades ligadas aos próprios Vorcaro como forma de desviar o patrimônio interno.
Investigação de desvios bilionários
A ação judicial movida pelo liquidante sustenta que houve um desvio de aproximadamente R$ 2 bilhões do caixa do banco. A lista de créditos serve para embasar as suspeitas de fraude imobiliária.
Um dos pontos investigados envolve a venda de um terreno em Minas Gerais por R$ 57 milhões, valor muito superior ao de compra, transação que teria ajudado a inflar os balanços do antigo Máxima.
Além de Sidney, a planilha cita empréstimos a outras holdings e parceiros de negócios, como a Gafisa. O caso segue em tramitação na Justiça de São Paulo para apurar todas as responsabilidades.
A fonte original deste conteúdo é o Estadão, disponível no link: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/presidente-da-febraban-tomou-r-55-milhoes-em-emprestimo-do-master/







