A chegada do tarifaço de 25%, previsto para começar a valer no dia 22, marca o início de uma nova fase de pressões do governo Trump, que busca extrair concessões profundas do Brasil em diversas áreas.

Sob a bandeira do movimento Maga, as autoridades americanas intensificam as exigências comerciais, mas o Brasil se encontra em uma posição de negociação extremamente delicada e sem grandes defesas.

Especialistas comparam a situação atual a um time de futebol que tenta vencer uma disputa importante com jogadores lesionados e sem estratégia, conforme divulgado pelo jornal Estadão.

As causas do baixo poder de barganha do Brasil diante dos Estados Unidos

O peso da dívida e os juros exorbitantes

A maior debilidade brasileira reside no campo fiscal, com a dívida pública superando 81% do PIB. Esse rombo crescente obriga o Banco Central a manter juros exorbitantes para tentar conter a inflação.

Essa situação gera o risco da dominância fiscal, quando a política de juros perde sua eficácia. O equilíbrio das contas é fundamental para qualquer governo, seja ele de orientação social ou liberal, manter sua força.

Rachaduras institucionais e o crime organizado

Além da economia, o governo Trump explora falhas institucionais, como o avanço do crime organizado sobre o Estado. Essa fragilidade política reduz a capacidade de defesa das instituições nacionais no cenário global.

A perda do comando sobre o orçamento e a dificuldade das forças de segurança em combater o crime criam brechas externas. Esses problemas internos são usados como alavanca de pressão nas mesas de negociação internacional.

Falta de competitividade e o Custo Brasil

O excessivo protecionismo e os subsídios ao setor produtivo geram o chamado custo Brasil, dificultando a competitividade. Taxas alfandegárias altas e corrupção completam o cenário de baixa eficiência econômica do país.

A proteção de mercados cativos e a leniência com calotes de impostos retiram o fôlego da indústria. Sem um setor produtivo forte e competitivo, o Brasil perde chances de enfrentar as exigências do comércio exterior.

O artigo original é do Estadão e pode ser lido na íntegra em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Sindicato das seguradoras e prefeitura juntos para aumentar a resiliência climática

São Paulo usa novo mapa de riscos para conter tragédias e ampliar resiliência climática

Parceria inédita entre seguradoras e prefeitura utiliza tecnologia de dados para proteger a Capital contra eventos extremos.
China cobra que EUA revogue tarifas unilaterais após decisão da Suprema Corte

China cobra que EUA revogue tarifas unilaterais após decisão da Suprema Corte

E se o Brasil tentasse copiar a China para se desenvolver? 6:06…
G-7 considera liberar reservas estratégicas de petróleo, mas não imediatamente

G-7 considera liberar reservas estratégicas de petróleo, mas não imediatamente

Os ministros das Finanças do G-7 estão “prontos” para usar as reservas…
Corretora disse a Vorcaro que ex-presidente do BRB exigiu ‘quadra de tênis’ em imóvel de propina

Quadra de tênis e luxo: Veja diálogos da propina de R$ 146 milhões do ex-presidente do BRB!

Investigação detalha como o ex-chefe do BRB exigia propina em imóveis de luxo no Itaim Bibi.