O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão histórica que impacta diretamente os cofres públicos e o planejamento tributário das empresas brasileiras nesta quarta-feira, dia 7.
A Corte decidiu retirar os valores de créditos de ICMS concedidos pelos Estados da base de cálculo do PIS e da Cofins, gerando um alívio financeiro significativo para o setor produtivo nacional.
Essa medida representa uma vitória de peso para os contribuintes, mas acende um alerta vermelho na arrecadação federal devido ao rombo bilionário previsto, conforme divulgado pelo Estadão.
Impacto financeiro e a vitória no plenário do Supremo
Vitória dos contribuintes e as contas da União
Por um placar de 7 a 4, os ministros decidiram a favor das empresas. A estimativa oficial da Receita Federal aponta que essa derrota jurídica pode custar até R$ 16,5 bilhões aos cofres da União em arrecadação perdida.
O julgamento já tinha maioria formada no ambiente virtual desde 2021, mas o processo precisou ser reiniciado no plenário presencial. O relator original, o ministro aposentado Marco Aurélio, foi o responsável por abrir o caminho vencedor.
A decisão foi acompanhada pelos votos de ministros que já deixaram a corte, como Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, além de nomes atuais como Cármen Lúcia, Edson Fachin e Dias Toffoli, garantindo o resultado favorável.
Federalismo e a mudança de voto de Toffoli
Um dos pontos altos da sessão foi a mudança de posicionamento do ministro Dias Toffoli. Ele justificou que as discussões orais o convenceram de que a tributação federal sobre esses créditos estaduais fere a autonomia dos entes federados.
Toffoli declarou: “Compreendi, àquele momento, que os créditos presumidos se incluiriam no conceito de receita para fins de cobrança de PIS/Cofins. Todavia, as sustentações orais me convenceram da necessidade de evoluir no entendimento”.
Para o ministro Edson Fachin, o debate vai além dos impostos. Ele afirmou que, à luz do desenho da Constituição de 1988, é incompatível incluir créditos presumidos no cálculo do PIS e da Cofins, respeitando o pacto federativo.
Divergências e a possível rediscussão do tema
Nem todos os ministros concordaram com a exclusão. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques votaram a favor do governo, argumentando que o benefício fiscal representa uma vantagem econômica que deve ser tributada.
Moraes alertou que o tema pode voltar a ser debatido em breve. Ele disse: “Este é um daqueles casos em que a existência de quatro votos de ministros que já se aposentaram possivelmente fará com que tenhamos que rediscuti-lo”.
Isso acontece porque novos recursos, chamados de embargos de declaração, podem levar os novos ministros, como André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino, a se manifestarem oficialmente sobre o alcance real da decisão tomada agora.
O que as empresas devem fazer e a restituição
Com o atual cenário, advogados recomendam que as empresas avaliem entrar com medidas judiciais. Sem uma limitação de tempo definida pelo STF, é possível buscar a restituição de tributos pagos a mais nos últimos cinco anos.
Especialistas como a advogada Valdirene Franhani explicam que, embora a União possa pedir a modulação de efeitos para evitar pagamentos retroativos, o Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) já vinha seguindo essa tendência favorável.
A orientação geral para os empresários é monitorar os próximos passos do tribunal, pois a definição do marco temporal será crucial para saber quem terá direito aos valores acumulados e como será feita a compensação tributária.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa clicando aqui: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







