Fusão entre Sky e Giga+ promete sacudir o mercado de banda larga
A holding Waiken, proprietária da Sky, e a gestora de investimentos Eb Capital, dona da Giga+, iniciaram conversas para uma possível fusão de suas operações no Brasil.
A negociação envolve a união de serviços de internet de alta velocidade e conteúdo audiovisual, buscando aumentar a competitividade frente às grandes operadoras que dominam o setor nacional hoje.
Se concretizado, o negócio deve dar início a um novo ciclo de consolidação no mercado de telecomunicações, conforme divulgado pelo Estadão.
A transformação da Sky sob o comando do grupo argentino
A Waiken pertence ao grupo argentino Werthein e tem investido pesado para transformar a Sky, famosa pela TV por assinatura, em uma provedora robusta de banda larga fixa e internet móvel no país.
Além da Sky, a holding também controla o provedor Zaaz. Juntas, essas empresas somam cerca de 508 mil clientes distribuídos por estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais e em toda a região Nordeste.
A estratégia atual foca na plataforma Sky+, que une canais pagos e serviços de streaming como Disney e HBO Max, tentando atrair um público que busca cada vez mais convergência digital.
A força da Giga+ no mercado de fibra óptica
Do outro lado da mesa está a Giga+, marca que consolidou as operações da antiga Alloha Fibra. A empresa é fruto de mais de dez aquisições de provedores regionais realizadas pela Eb Capital nos últimos anos.
Atualmente, a Giga+ ostenta uma base de 1,3 milhão de assinantes em 860 cidades, cobrindo 22 estados brasileiros. É uma das maiores redes de fibra óptica independentes em operação no território nacional.
O novo ranking das gigantes de telecomunicações
Caso a fusão seja aprovada, o novo grupo passaria a contar com 1,8 milhão de clientes. Esse número colocaria a empresa como a quarta maior do Brasil no segmento de banda larga residencial.
A nova entidade ficaria posicionada logo atrás de gigantes como Claro, que lidera com 10,8 milhões, Vivo, com 8,5 milhões, e a Nio, antiga Oi Fibra, que possui 3,4 milhões de assinantes atualmente.
Por que as fusões estão voltando com tudo no Brasil
O setor vive um momento de margens apertadas e alta rotatividade de clientes. Muitos usuários trocam de operadora anualmente em busca de preços menores, o que pressiona o caixa e os investimentos das empresas.
Nesse cenário de juros altos e endividamento, as fusões surgem como saída para diluir custos de manutenção e propaganda. Movimentos similares já ocorreram com a união entre Vero e Americanet, além da compra da Desktop pela Claro.
A fonte original é o Estadão e você pode conferir os detalhes na matéria original através do link: Sky e Giga+ negociam fusão.







