O Grupo Ri Happy, gigante do setor de brinquedos, surpreendeu o mercado ao protocolar um pedido de recuperação extrajudicial no último domingo. A medida visa estabilizar as finanças da rede.
Com uma trajetória consolidada desde 1988, a empresa busca agora novas formas de lidar com o cenário econômico adverso. A iniciativa já conta com um apoio significativo de seus principais credores.
Além da reestruturação financeira, a companhia anunciou mudanças drásticas em sua gestão e estrutura física para garantir a sobrevivência da marca, conforme divulgado pelo Estadão.
Estratégias do Grupo Ri Happy para a recuperação extrajudicial
A decisão de entrar em recuperação extrajudicial ocorre em um momento de transição, após a compra da empresa pela BluSun Capital Partners em agosto deste ano, sob a liderança de Héctor Nuñez.
Nuñez, que já foi CEO do Walmart Brasil e da Novonor, assume pela segunda vez a presidência da rede. Ele traz consigo uma equipe renovada para focar na eficiência operacional e financeira do grupo.
Entre as novidades estão ajustes nas equipes corporativas e a mudança da sede da empresa. O objetivo é reequilibrar o capital e garantir que o atendimento às famílias continue sendo o foco principal.
Mudanças na gestão e nova diretoria
Para conduzir este novo momento, o Grupo Ri Happy montou um time de especialistas em diversas áreas. Carlos Fernandes assume como diretor operacional, enquanto Diego Motta fica com a diretoria financeira.
A empresa destaca que as mudanças são para reequilibrar a estrutura de capital, otimizar a eficiência operacional, aprimorar a excelência no atendimento e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
Com executivos experientes vindos de grandes organizações, a rede espera que a renegociação de dívidas seja o primeiro passo para uma retomada sólida em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.
Desafios do varejo e a tentativa de inovação
O movimento de ajuste vem após uma iniciativa frustrada de inovar no modelo de negócio. Em junho, o grupo inaugurou a bandeira Divertudo, que misturava brinquedos com experiências de entretenimento.
A unidade, localizada no Shopping Morumbi em São Paulo, não teve o desempenho de vendas esperado. Isso se somou aos desafios enfrentados pelo varejo, como os juros elevados e as mudanças no consumo.
A companhia observa o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro, como os juros elevados, as mudanças no consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia, segundo o comunicado.
O tamanho da operação atual
Atualmente, o Grupo Ri Happy possui uma rede robusta com 293 lojas espalhadas pelo Brasil. Dessas unidades, 244 levam a bandeira principal, sendo que 163 são lojas próprias e 81 operam como franquias.
A marca PBKids, comprada em 2012, também integra o portfólio com 49 unidades. O plano de recuperação extrajudicial visa proteger essa estrutura e manter a relevância da marca no coração das crianças brasileiras.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







