O avanço tecnológico trouxe facilidades para o dia a dia, mas também abriu portas para criminosos que agora lucram alto sem precisar sair de casa. A migração do crime físico para o virtual é uma realidade atual.
Durante o evento Febraban Tech, o papel da inteligência artificial e os novos desafios para a segurança digital foram temas centrais entre os maiores especialistas de tecnologia e do setor financeiro brasileiro.
O uso de ferramentas modernas permite a automação de ataques e golpes sofisticados que miram pessoas e empresas de forma silenciosa e altamente lucrativa, conforme divulgado pelo Estadão.
A escalada do cibercrime e os riscos da inteligência artificial
Milton Lima, pesquisador líder no Cesar, alerta que a segurança digital enfrenta uma escalada de riscos sem precedentes. Segundo ele, o crime organizado já percebeu o enorme potencial financeiro do mundo virtual.
A facilidade em construir códigos maliciosos com o apoio da inteligência artificial acelerou a criação de malwares. Essa transformação digital tornou o cibercrime uma indústria que retroalimenta suas próprias operações ilícitas.
O lucro invisível das fraudes modernas
Para o especialista, o crime digital oferece uma relação de risco e recompensa muito mais atrativa do que os crimes tradicionais. O alcance global da internet permite que um único golpe atinja milhares de vítimas simultaneamente.
“Os criminosos já entenderam que o crime no mundo digital é melhor do que roubar um celular na rua”, afirma Lima. Essa percepção tem feito com que quadrilhas invistam pesado em infraestrutura tecnológica e pessoal qualificado.
O fator humano e a engenharia social
As pessoas continuam sendo o elo mais frágil da corrente. Criminosos utilizam a inteligência artificial para estudar comportamentos e personalizar golpes de engenharia social, tornando as enganações muito mais convincentes.
“Os criminosos estudam os comportamentos das pessoas e das empresas. Alguns estão infiltrados em empresas e órgãos públicos”, diz Lima. A manipulação emocional é usada para invadir sistemas complexos através de acessos legítimos.
Desafios na detecção e o uso da IA defensiva
Embora existam tecnologias de defesa, elas ainda enfrentam o problema dos falsos positivos, o que sobrecarrega as equipes. A defesa precisa ser precisa, enquanto o criminoso só precisa ter sucesso em uma tentativa.
A maior parte das soluções atuais já utiliza inteligência artificial para detectar anomalias. No entanto, os criminosos agem com rapidez, criando novos sistemas e malwares sutis que podem permanecer ativos por meses sem serem notados.
Parceria estratégica com o governo federal
Para combater essa ameaça, o Cesar desenvolve um projeto junto ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. A iniciativa foca em criar um modelo nacional de compartilhamento de informações sobre ameaças.
O projeto visa integrar mais de 180 instituições federais e universidades. O objetivo é que, ao sofrer um ataque, a informação seja compartilhada rapidamente para que outros órgãos possam se proteger contra o mesmo grupo hacker.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







