Renzo Gracie e a polêmica do CPF no Banco Master
O renomado mestre de jiu-jitsu Renzo Gracie, conhecido por sua proximidade com a família real dos Emirados Árabes, decidiu se manifestar sobre o polêmico envolvimento de seu nome em negociações financeiras complexas.
A controvérsia gira em torno da intermediação de uma possível compra do Banco Master por investidores árabes, processo no qual o CPF do lutador foi utilizado para a assinatura de documentos contratuais de grande porte.
Após semanas de silêncio, Gracie detalhou sua versão dos fatos e explicou por que recomendou que seus aliados internacionais desistissem do negócio, conforme divulgado pelo Estadão.
O uso do documento e a sociedade na Lerco
Renzo admitiu ser sócio da Lerco Consulting, empresa sediada em Abu Dhabi, ao lado de Eric Leandri e Ludgero de Souza. O lutador explicou que seu registro foi utilizado para viabilizar contratos específicos aqui no Brasil.
A relação entre os sócios veio à tona após documentos mostrarem que a empresa receberia 2,5% de comissão sobre a aquisição do banco. Renzo inicialmente questionou o uso de seus dados, mas depois confirmou o vínculo societário.
“Meu advogado quer processar vocês… Só uma pergunta, qual é o meu CPF? pois ninguém ali tem, e nem eu sei o número”, disse inicialmente o lutador, antes de confirmar sua participação na empresa de consultoria.
Críticas pesadas e orientação aos sheiks
O lutador não poupou críticas à instituição financeira, utilizando termos fortes para descrever o cenário. “Já falei para cancelarem tudo”, afirmou Gracie ao comentar sobre o conselho dado à gestora Royal Capital.
Ele classificou o banco como um “lixo petista” e afirmou que, após realizar consultas, percebeu que o investimento não era sólido. “Eu já fiquei sabendo que não era nada mais do que outro golpe no nosso País”, disparou o mestre.
“Sou Bolsonarista, não me confunde com petista, PSOL e o resto desse lixo”, emendou o lutador, reforçando que orientou os árabes a não se envolverem no que chamou de roubo, resultando no cancelamento imediato das tratativas.
A conexão de Renzo Gracie com o mundo árabe
Gracie possui forte influência no Oriente Médio, sendo professor e amigo pessoal do sheik Tahnoon Bin Zayed Al Nahyan. O sheik é uma figura central na economia global, administrando ativos que superam a marca de US$ 1,3 trilhão.
A influência de Renzo foi fundamental para popularizar o jiu-jitsu no país árabe, criando uma ponte de confiança que agora reflete em consultorias de investimentos de alto escalão entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos.
O lutador explicou que a Royal Capital queria que sua empresa avaliasse se o Banco Master era um bom investimento. “Simplesmente não valia a pena nem rever esse lixo petista”, completou ele sobre a análise realizada.
Recuperação judicial e o desfecho do negócio
A empresa Fictor, que liderava a tentativa de compra, entrou em recuperação judicial recentemente, declarando dívidas de R$ 4 bilhões. O negócio com o Banco Master nunca foi concretizado, o que validou o conselho de Renzo.
O mestre de jiu-jitsu reforçou seu posicionamento nas redes sociais, associando a fraude bilionária a grupos políticos de oposição. A negociação perdeu força total logo após a liquidação do banco pelo Banco Central em 2025.
A fonte original desta notícia é o Estadão.







