Juros x Inflação: Entenda a relação entre eles

Crédito: Larissa Burchard/Laís Nagayama

BRASÍLIA – A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,10% para 4,17%, em meio às incertezas com a guerra no Oriente Médio e à disparada nos preços do petróleo. A taxa está 0,33 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,91%.

Considerando apenas as 97 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 4,12% para 4,17%.

A projeção para o IPCA de 2027 seguiu em 3,80% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, também era de 3,80%, mas oscilou durante o período. Considerando apenas as 94 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida aumentou de 3,80% para 3,81%.

O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegará a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027. A trajetória consta no comunicado da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado na última quarta-feira, 18.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

No Focus desta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2028 subiu de 3,50% para 3,52%. Há um mês, era de 3,50%. Para o IPCA de 2029, permaneceu em 3,50, pela 29ª semana seguida.

Juros

A mediana para a Selic no fim de 2026 aumentou pela terceira leitura consecutiva, desta vez de 12,25% para 12,50%. Há um mês, era de 12,13%. Considerando só as 87 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,25% para 12,50%.

Já a projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 58ª semana seguida. Considerando só as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa subiu de 10,50% para 10,75%.

Essa é a primeira divulgação do Boletim Focus desde que o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, na última quarta-feira, 18. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos.

No comunicado da decisão, o colegiado afirmou que os próximos passos do processo de “calibração” da Selic poderão incorporar novas informações relacionadas à profundidade e à extensão do conflito no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo. Também reafirmou “serenidade e cautela na condução da política monetária”.

No Focus desta segunda-feira, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00% pela 9ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, seguiu em 9,50% pela 21ª semana consecutiva.

PIB

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou levemente, de 1,83% para 1,84%. Um mês antes, era de 1,82%. Considerando apenas as 59 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa aumentou de 1,84% para 1,85%.

O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80% pela 12ª semana consecutiva. Considerando só as 56 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.

As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 106ª e 53ª semana seguida, respectivamente.

Dólar

A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,40. A projeção para a moeda no fim de 2027 caiu de R$ 5,47 para R$ 5,45. Há um mês, eram de R$ 5,45 e R$ 5,50, respectivamente.

Para o fim de 2028, a mediana permaneceu em R$ 5,50 pela sexta semana seguida. Para o fim de 2029, oscilou de R$ 5,51 para R$ 5,50. Há um mês, era de R$ 5,52.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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