O setor agropecuário brasileiro vive um momento de tensão máxima com o avanço do projeto de renegociação de dívidas rurais no Congresso Nacional. A medida busca socorrer produtores endividados.

Enquanto o Ministério da Fazenda alerta para um possível rombo bilionário nas contas públicas, a Frente Parlamentar da Agropecuária defende que os valores reais são muito menores e necessários.

O deputado Pedro Lupion, presidente da bancada, garante que a proposta não é uma ameaça fiscal e foca na sobrevivência de pequenos e médios produtores, conforme divulgado pelo Estadão.

O embate sobre o impacto fiscal e o futuro do agronegócio

Pedro Lupion refuta veementemente a classificação do projeto como uma pauta,bomba, afirmando que o financiamento provém majoritariamente de fundos constitucionais, sem afetar o resultado primário.

Segundo o parlamentar, a medida deve custar cerca de R$ 3,5 bilhões por ano ao Executivo, totalizando R$ 45,5 bilhões em 13 anos, valor bem abaixo dos R$ 140 bilhões projetados pela Fazenda.

Lupion destaca que cento e quarenta bilhões de reais é o valor das dívidas que poderá ser alcançado com a renegociação, e não o custo, explicando que o projeto é autorizativo e depende da Selic.

O risco de colapso para pequenos e médios produtores

O presidente da FPA alerta que a ausência dessa renegociação pode gerar um colapso total no setor, atingindo principalmente quem produz em menor escala e precisa desesperadamente do auxílio estatal.

Ele enfatiza que o projeto foca em dívidas de até R$ 10 milhões por produtor, garantindo que o agricultor consiga crédito para a próxima safra, algo impossível com o nível de endividamento atual.

Fatores como a política de juros, o câmbio volátil e a alta nos custos de produção são apontados como os principais vilões que levaram à inadimplência recorde registrada recentemente no campo.

Tramitação na Câmara e a pressão do período eleitoral

Com o retorno do texto à Câmara, Lupion busca diálogo com o presidente Hugo Motta para evitar que a pauta seja engavetada, ressaltando que o setor não aceitará uma Medida Provisória limitada.

O deputado acredita que o governo dificilmente comprará uma briga desse tamanho em um ano eleitoral, dada a importância do agro, que responde por cerca de 30% dos empregos gerados no País.

A urgência da matéria é reforçada pela proximidade do novo Plano Safra, pois produtores endividados encontram barreiras intransponíveis para acessar novos financiamentos e garantir a produção nacional.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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