O senador **Renan Calheiros** apresentou um projeto de lei para estender a proteção do **Fundo Garantidor de Créditos (FGC)** a investimentos feitos por fundos de previdência no **Banco Master**.

A medida foca nos Regimes Próprios de Previdência Social e entidades complementares que adquiriram letras financeiras, um tipo de papel que, por regra, não possui cobertura do fundo garantidor.

A proposta tenta mitigar os impactos de aplicações de alto risco que somam valores bilionários, buscando evitar prejuízos diretos aos servidores públicos, conforme divulgado pelo Estadão.

A urgência de blindar o Banco Master

O texto de Renan Calheiros propõe uma alteração na Lei 9.710/1998 para garantir a cobertura integral de depósitos realizados por fundos estaduais e municipais especificamente no conglomerado do **Banco Master**.

Segundo o senador, a iniciativa busca proteger instituições previdenciárias que teriam cometido o equívoco de aplicar recursos em papéis sem a devida segurança, citando um imbróglio de corrupção e desvios.

O projeto esclarece que a nova regra não isenta gestores públicos de investigações, mas foca em salvar o patrimônio dos servidores que dependem desses fundos para garantir suas futuras aposentadorias.

Riscos das letras financeiras

Dados do Ministério da Previdência indicam que pelo menos 18 fundos de pensão investiram cerca de R$ 1,8 bilhão em letras financeiras emitidas pelo banco de Daniel Vorcaro, que enfrenta investigações federais.

Esses títulos foram usados para financiar a expansão da instituição financeira após o Banco Central endurecer as regras para outras formas de captação, tornando o investimento mais arriscado para os fundos públicos.

Concentração no Rio de Janeiro e Amapá

A maior exposição aos papéis do **Banco Master** está no **Rioprevidência**, que aplicou cerca de R$ 1 bilhão em títulos com vencimentos previstos para as próximas décadas, gerando alerta entre os órgãos de controle.

O fundo de pensão do Amapá, conhecido como Amprev, aparece em segundo lugar com R$ 400 milhões investidos, levantando polêmicas sobre a presença de familiares de políticos influentes em seu conselho deliberativo.

Investigação sobre fraudes e desvios

O projeto de lei surge em meio a um cenário de crise e desconfiança, onde indícios de fraude no sistema financeiro colocam em xeque a estabilidade de bancos médios e a segurança de investimentos públicos.

Agora, o texto segue para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que deve decidir o destino da proposta nas comissões da casa, enquanto os fundos de pensão aguardam uma definição sobre seus recursos.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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