O governo federal já está traçando estratégias para o futuro econômico do país, com foco central na sustentabilidade das contas e na justiça social. O debate agora atinge um dos pilares mais sensíveis para os brasileiros.

O foco principal recai sobre a Previdência Social, que enfrenta desafios diante do envelhecimento da população. O objetivo é eliminar distorções históricas que pesam no orçamento público e geram desigualdades.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a meta é promover uma revisão profunda para garantir proteção aos trabalhadores e estabilidade econômica, conforme divulgado pelo Estadão.

Propostas para a Previdência Social e o ajuste das contas públicas

O ministro Dario Durigan ressaltou a necessidade urgente de enfrentar o déficit previdenciário. Ele aponta que o Brasil vive uma transição demográfica que exige mudanças estruturais rápidas e eficazes no sistema.

Segundo Durigan, “a gente tem de reconhecer um déficit previdenciário importante que acontece no País e algumas distorções que acontecem, por exemplo, quando a gente olha para o aspecto dos microempreendedores”.

A preocupação central reside na baixa contribuição e na alta inadimplência de alguns setores, o que compromete a rede de proteção para quem realmente precisará de auxílio no futuro, seja por doença ou idade.

O fim de privilégios e foco nos militares

Um dos pontos mais polêmicos citados pelo ministro envolve a elite do funcionalismo e as Forças Armadas. Ele defende que o ajuste deve ser equitativo para todos os setores da sociedade brasileira, sem exceções.

“Existem privilégios na Previdência Social que me incomodam muito, seja olhando do lado dos militares, seja olhando em alguns aspectos do servidor público, numa elite do funcionalismo público”, afirmou Durigan.

O governo já estuda projetos para rever a aposentadoria dos militares, buscando uma idade mínima que seja mais condizente com a realidade atual, visando reduzir o peso dessas despesas no orçamento da União.

Combate à pejotização abusiva nas empresas

Outra frente de atuação é o combate à chamada “pejotização abusiva”. O Ministério do Trabalho observa empresas que trocam trabalhadores com carteira assinada por contratos de prestação de serviços para fugir de encargos.

Durigan sugere que empresas com grande volume de funcionários terceirizados possam ser obrigadas a contribuir mais. “Uma empresa que tem 80% da sua força de trabalho pejotizada pode ter de contribuir para nivelar a proteção”.

Essa medida visa garantir que os trabalhadores tenham acesso aos benefícios da Seguridade Social. Sem a contribuição correta, milhões de brasileiros podem ficar desamparados em momentos de necessidade médica ou na velhice.

Crescimento econômico e metas fiscais

Além da Previdência Social, o ministro reafirmou o compromisso com o arcabouço fiscal. A meta é entregar um resultado primário positivo de 0,5% do PIB em 2027, mantendo a responsabilidade com o dinheiro público.

Durigan acredita que o Brasil pode crescer cerca de 3% ao ano com equilíbrio entre oferta e demanda. Para ele, a redução da taxa de juros é essencial para atrair novos investimentos privados e modernizar a economia nacional.

O foco do governo também está na reforma tributária, com a substituição de impostos como PIS e Cofins pela nova CBS. O objetivo é simplificar o sistema e tornar a cobrança mais justa para empresas e cidadãos comuns.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | Lula 4 pretende diminuir privilégios na Previdência e atacar pejotização abusiva, diz Durigan.

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