Petróleo e gás disparam; Bolsas operam em queda após ataques ao Irã
Guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã afeta a economia mundial. Hoje, preço do petróleo e do gás dispararam enquanto as Bolsas operavam em queda. Crédito: Crédito: AFP
Declarações do presidente Donald Trump, nesta segunda-feira, 9, sobre um fim próximo da guerra no Oriente Médio desencadearam uma queda acentuada nos preços do petróleo e uma recuperação nas bolsas asiáticas, seguindo a tendência de Wall Street.
Os preços do petróleo caíram 10% no início do pregão asiático na manhã desta terça, 10 (horário local), após terem ultrapassado os US$ 100 por barril na segunda, em meio a temores de uma guerra prolongada no Irã.
Por volta das 2h GMT (23h da segunda em Brasília), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, estava em queda de 10,09%, cotado a US$ 85,21 por barril; o Brent, referência global, recuava 10,46%, para US$ 88,61 por barril.

Coluna de fumaça se eleva em Teerã, no Irã, após ataques noturnos das forças americanas e israelenses contra vários depósitos de petróleo no último domingo, 8 Foto: Arash Khamooshi/The New York Times
A queda nos preços do petróleo bruto ajudou a impulsionar as bolsas asiáticas após as fortes quedas que acontecem desde a semana passada e que se acentuaram neste início de semana.
Nesta terça, no Japão, o índice Nikkei 225 subiu 3,69%, após uma queda de quase 5% no dia anterior. O índice Kospi, em Seul, avançou 6,49%, se recuperando da queda de quase 6% do dia anterior. Ganhos também foram observados em outras bolsas de valores regionais, como Taipei (3%), Sydney (1,37%) e Hong Kong (1,48%).
Os sinais de Trump de que o conflito seria de curta duração tiveram um impacto positivo em Wall Street, e o sentimento se espalhou para os mercados de ações asiáticos.
Além da declaração de Trump, os mercados reagiram positivamente aos indícios da cúpula do G7, onde os ministros das finanças declararam na segunda que estavam preparados para utilizar suas reservas estratégicas de petróleo para conter uma alta nos preços. /AFP
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







