Os preços dos combustíveis no Brasil continuam em alta, impulsionados por conflitos no Oriente Médio e instabilidade global. A situação gera preocupação entre consumidores e autoridades, que buscam formas de conter a escalada dos custos na bomba.
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o consultor e ex‑diretor‑geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), David Zylbersztajn, afirma que a resposta à crise não deve passar por medidas coercitivas contra postos ou distribuidoras.
Segundo Zylbersztajn, o foco deve ser a arrecadação de royalties e participação especial, além de subsídios bem direcionados, para equilibrar o mercado sem gerar desalinhamentos. Fonte: Estadão.
Mercado livre e competitivo, não cartéis
O vilão está a 14,7 mil km de Brasília
O especialista destaca que “o problema não está nem na bomba, nem na distribuidora. O problema está a 14,7 mil quilômetros de Brasília (Teerã)”. Ele reforça que o Brasil possui um mercado livre e competitivo, inexistindo cartel que controle os preços.
Riscos de punições e fechamento de postos
Zylbersztajn alerta que ameaças de fechar estabelecimentos podem aumentar o risco de desabastecimento. “Não adianta ameaçar, prender e arrebentar. Pelo contrário, o risco de dar errado é se fizerem isso”, afirma.
Subsídios direcionados como alternativa
O consultor sugere que subsídios devem ser focalizados, beneficiando setores críticos como transporte e aviação, em vez de uma medida generalizada que poderia distorcer o mercado.
Preservar a dinâmica do mercado
Para que a estratégia funcione, é essencial preservar a livre atuação das empresas. “Se começar a interferir no mercado, com certeza vai dar errado. Medidas coercitivas não se justificam”, conclui Zylbersztajn.
A fonte original da matéria é Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







