A Petrobras anunciou um aumento significativo no valor do querosene de aviação, impactando diretamente o setor aéreo brasileiro a partir deste mês. A alta reflete as recentes oscilações do mercado global de energia.
O reajuste ocorre em um momento de incertezas econômicas e tensões geopolíticas, afetando o custo operacional das companhias que dependem desse insumo para voar, conforme divulgado pelo Estadão.
A estatal explicou os motivos técnicos por trás dessa decisão e como a sua fórmula de cálculo protege o mercado interno de variações internacionais ainda mais bruscas no curto prazo.
O impacto do novo preço do querosene de aviação no mercado brasileiro
A partir desta quinta-feira, o valor do querosene de aviação teve um acréscimo de 11,8%, o que representa um aumento de R$ 0,66 por litro. A medida busca alinhar os preços internos aos custos de produção e importação.
Segundo a Petrobras, essa elevação é um reflexo direto do recrudescimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impacta as cotações internacionais do petróleo e de todos os seus derivados refinados.
Estratégia de amortecimento e mercado externo
A estatal utiliza uma fórmula paramétrica contratual que atua como um amortecedor de curto prazo. Isso permite que os reajustes no Brasil sejam mais moderados e menos frequentes do que os praticados lá fora.
Em nota oficial, a companhia destacou que os reajustes acumulados desde o início do conflito foram superiores nos mercados internacionais, indicando que o preço da Petrobras permanece competitivo frente ao exterior.
Diferente do Brasil, onde o ajuste é mensal, em grandes mercados internacionais os preços para as companhias aéreas são ajustados diariamente, refletindo de forma imediata as condições voláteis do setor.
Garantia de abastecimento e futuro da produção
Apesar da alta nos custos, a Petrobras confirmou que os volumes solicitados pelas distribuidoras para outubro estão garantidos. Não há risco de falta de combustível nos principais polos de atendimento do país.
Além do cenário atual, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou a importância de novas fronteiras exploratórias, citando que a Margem Equatorial será fundamental para o futuro da energia no Brasil.
Para a executiva, embora o pré-sal seja único, a nova região será muito relevante para suprir o declínio natural da produção atual, garantindo a segurança energética e o suprimento de combustíveis nos próximos anos.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







