Petrobras e parceiros iniciam venda de combustível de aviação renovável que reduz emissões em 70%

O Brasil acaba de dar um passo histórico rumo à descarbonização do setor aéreo. A Petrobras anunciou a conclusão da primeira venda de um lote inédito de combustível sustentável de aviação produzido a partir de soja.

Essa iniciativa envolve gigantes como a Bunge, responsável pelo fornecimento do óleo certificado, e a Vibra, que cuidará da distribuição. O combustível promete transformar o mercado de transportes no país.

O projeto coloca o território nacional no centro da economia verde global, unindo tecnologia de refino com a potência do agronegócio, conforme divulgado pelo Estadão.

Tecnologia de ponta na Refinaria Duque de Caxias

O primeiro lote do produto soma 3,8 mil metros cúbicos e foi fabricado na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro. A produção utilizou a técnica de coprocessamento, que integra matéria-prima renovável ao refino tradicional.

Com 1% de conteúdo renovável, o combustível já atende às metas da Lei Combustível do Futuro. Essa legislação estabelece obrigações graduais para a redução de emissões na aviação doméstica brasileira nos próximos anos.

Certificação internacional inédita para o Brasil

Um dos grandes diferenciais é que este é o primeiro combustível sustentável de aviação de soja do mundo com certificação internacional de baixo risco de mudança indireta do uso da terra, garantindo que não há desmatamento envolvido.

Segundo as empresas, o potencial de redução das emissões de gases de efeito estufa chega a 70% em comparação ao querosene tradicional. A Bunge foi a responsável pela originação e certificação da soja utilizada no processo.

“Os dados oficiais de lavouras brasileiras publicados pela Conab demonstram que o ganho de produtividade da soja ao longo da última década foi maior que 20%, fruto de um extenso trabalho de desenvolvimento das melhores práticas no campo”, afirmou Christini Kubo, diretora da Bunge.

Estratégia para o futuro da aviação nacional

A iniciativa antecipa o mandato compulsório de uso de combustíveis sustentáveis, previsto para começar em 2027. A Vibra, por meio da BR Aviation, será a ponte para levar essa inovação tecnológica diretamente para as aeronaves.

Para Angélica Laureano, da Petrobras, a venda reflete o propósito de incentivar fornecedores a adotar práticas sustentáveis. Daniel Drumond, da Vibra, reforçou que o projeto prepara o mercado para o futuro da energia limpa no setor aéreo.

“Este projeto reforça nosso compromisso em fornecer as ferramentas necessárias para a transição energética no setor aéreo, impulsionando o desenvolvimento de uma cadeia nacional sustentável”, destacou o executivo da Vibra.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa clicando aqui: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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