A gestora Patagônia Capital acaba de fazer um grande movimento no mercado imobiliário. Com R$ 85 milhões investidos, ela comprou 768 mil metros quadrados de terrenos no interior de São Paulo. O foco são projetos do programa Minha Casa, Minha Vida.
O fundo, listado na B3, planeja loteamentos e empreendimentos horizontais e verticais. A estratégia usa operações de permuta financeira, onde o dono do terreno recebe pagamentos ligados às vendas das unidades. Isso garante retorno quando as moradias forem comercializadas.
Os projetos ficam em cidades como Ribeirão Preto, Sertãozinho, Bady Bassitt e Bebedouro. A expectativa é alcançar R$ 240 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em sete anos, conforme divulgado pelo Estadão.
Projetos Iniciais e Parcerias Estratégicas
Três projetos saem do papel no primeiro trimestre de 2026. São dois prédios de apartamentos e um loteamento de casas, todos na faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida. A Pafil Construtora e Empreendimentos vai desenvolvê-los.
Tiago Baggio, diretor de gestão e distribuição da Patagônia Capital, destaca a segurança do programa. “É um segmento com demanda constante e com funding da Caixa Econômica Federal”, explica. Ele adiciona que os projetos têm financiamento bancário e seguro de término de obra.
A permuta financeira é chave: o proprietário recebe dinheiro ou parcelas atreladas ao início das vendas. Assim, o investimento rende com as unidades prontas.
Fundos Imobiliários em Alta no Brasil
O mercado de FIIs quebrou recordes em 2025. Chegou a mais de 2,9 milhões de investidores, segundo o Report Anual de FIIs da B3. O estoque listado subiu para R$ 183 bilhões, crescimento de quase 10% sobre 2024.
Gestoras miram o segmento econômico. A segurança institucional, alta demanda e o avanço do Minha Casa, Minha Vida impulsionam isso. O mercado de capitais vira alternativa de funding para incorporadoras.
Outros Exemplos de Sucesso
O MCMV11, da BRM Asset com Itaú BBA e BTG Pactual, captará entre R$ 250 milhões e R$ 312,5 milhões. Visa 25 projetos no DF, Goiás e Santa Catarina.
Pedro Fernandes, CEO do Grupo Beiramar, reforça: “O Minha Casa, Minha Vida é um programa de Estado consolidado desde 2009, com alta demanda e subsídios governamentais. É resiliente, mesmo em cenários de juros altos”.
A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.







