São Paulo ganha dois novos eventos de tecnologia e inovação em 2026
O São Paulo Innovation Week (SPIW) e o São Paulo Beyond Business (SP2B) serão realizados em espaços icônicos da cidade. Crédito: TV Estadão
AUSTIN (TEXAS, EUA) – Um dos grandes festivais de inovação do mundo, o SXSW (South by Southwest) está focado no que é essencial para que qualquer tecnologia prospere: o ser humano. O evento ocorre na cidade texana de Austin até a quarta-feira, 18. Nesta edição, celebra 40 anos de história — um marco que o consolida como o festival do gênero mais longevo do globo.
Um dos segredos dessa vida longa parece estar na semente que deu origem ao projeto: a arte e o pensamento criativo. O SXSW nasceu em 1987 como um festival de música e, ao longo das décadas, agregou cinema, projeções sobre o futuro, tecnologia e comportamento. “Nossa missão é ajudar pessoas criativas a alcançarem seus objetivos”, resume Greg Rosenbaum, vice-presidente sênior do evento.
Essa análise surge após o furor da inteligência artificial generativa e o ciclo de expectativas frustradas com tecnologias como o Apple Vision Pro — os óculos de realidade mista que, apesar do barulho inicial, ainda não ganharam popularidade massiva. Após essa onda de efervescência tecnológica, o South by aposta na concretude das relações humanas.
“Os temas que guiaram a construção do nosso programa incluem a humanidade na era da inteligência artificial, o renascimento da criatividade e as conexões humanas”, exemplificou o executivo em conversa com o Estadão.

Greg Rosenbaum, vice-presidente do SXSW, aponta os desafios de um dos maiores festivais de inovação do mundo Foto: SXSW/Divulgação
Após a onda tecnológica, o impacto humano
A sensação no festival é de que, após anos de debates técnicos e escalada de ferramentas, os esforços agora se concentram no impacto dessas inovações nas pessoas. “A criatividade é fundamental e insubstituível… de certa forma, é ela que está liderando a revolução digital, em vez de apenas reagir a ela”, diz Rosenbaum.
Uma série de painéis traz o foco para como a interação com a IA generativa transforma o cotidiano, abordando desde a mudança no perfil dos empregos até formas de evitar a dependência excessiva dessas ferramentas e o “emburrecimento” diante dos algoritmos.
O que fica de fora do SXSW
O South by Southwest reúne mais de 3 mil sessões de conteúdo. Surpreendentemente, mesmo diante de tamanha abundância, alguns temas urgentes parecem ficar à margem. É o caso da atual guerra no Oriente Médio.
“O mundo é um lugar complicado e muda rapidamente. Infelizmente, em 40 anos, não é a primeira vez que uma guerra eclode logo antes do festival”, afirma o vice-presidente.
Ele argumenta que, embora o evento não foque diretamente em temas geopolíticos imediatos, o SXSW contribui ao oferecer um contrafluxo: “Há um tom de esperança e otimismo no fato de que as pessoas vêm aqui para moldar o futuro”. Para ele, espaços de diálogo e encontro são ainda mais essenciais em tempos de crise.
O impacto na cidade e a mudança de comando
O evento, que começou com apenas 700 pessoas, hoje altera a dinâmica de Austin. Em média, o festival recebe 300 mil pessoas por ano, gerando um impacto econômico de US$ 350 milhões. Para uma cidade de um milhão de habitantes, receber o SXSW significa um aumento temporário de 30% em sua população.
Essa relevância, porém, não livrou o festival de sobressaltos financeiros. Em 2021, fragilizado pela pandemia, o SXSW foi comprado pela Penske Media, gigante que detém marcas como Rolling Stone e Variety. Rosenbaum assegura que a mudança de controle não alterou o objetivo central: promover o encontro e a ebulição de novos pensamentos.
Agora, o desafio é logístico e pragmático. Com o Centro de Convenções de Austin em reforma, o evento acontece espalhado pela cidade, sem um epicentro único. A programação também foi condensada, concentrando todos os interesses em uma semana intensa — não nos cerca de 10 dias habituais.
“Não queríamos sair de Austin, que é nossa essência. Entendemos que mudar a dinâmica seria uma maneira de incentivar as pessoas a experimentarem tudo o que a cidade oferece”, explica o executivo.
Ao completar 40 anos, o festival se reinventa para provar seu próprio ponto: mudanças devem ser encaradas de frente, mas sem perder de vista o fator humano que as motiva.
São Paulo terá festival de inovação
O São Paulo Innovation Week (SPIW), festival de inovação, tecnologia e empreendedorismo, vai reunir mais de 1 mil palestrantes entre os dias 13 e 15 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Assinantes do Estadão podem comprar ingressos com 35% de desconto: clique aqui para adquirir o passaporte para os três dias de evento. Não assinantes podem acessar este link.
O SPIW é uma realização do Estadão, em parceria com a Base Eventos.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







