O mercado financeiro brasileiro ganha um reforço tecnológico de peso para as operações de renda fixa, unindo dois gigantes do setor em uma solução altamente integrada e robusta.
A novidade permite que investidores institucionais operem de forma muito mais ágil e transparente, transformando a maneira como os ativos são transacionados no cotidiano financeiro.
Essa mudança foca no mercado secundário e promete elevar significativamente a liquidez das operações, conforme informações divulgadas originalmente pelo portal Estadão.
A integração do Trademate e o mercado de renda fixa
A Broadcast e a B3 anunciaram uma parceria estratégica envolvendo o Trademate, plataforma eletrônica voltada para a negociação de renda fixa no mercado secundário nacional.
Com essa união, os usuários do terminal poderão enviar ordens de compra e venda de títulos públicos de forma direta, em um modelo similar ao de um home broker institucional.
Tecnologia e agilidade para o investidor
A iniciativa fortalece nosso ecossistema, gerando conexão e valor para os nossos clientes, disse o CEO da Broadcast, Denis Piovezan, durante o evento oficial realizado na sede da B3.
Segundo Piovezan, essa parceria é essencial para promover a liquidez e a transparência do mercado brasileiro, sendo apenas o primeiro passo de um projeto de desenvolvimento maior.
Atualmente, a Broadcast possui 13 mil terminais espalhados pelo mercado, o que garante um alcance massivo para a nova funcionalidade de negociação eletrônica de ativos de renda fixa.
Impacto na liquidez e transparência
Atualmente, o Trademate já conta com 650 instituições ativas e movimentou cerca de R$ 5 trilhões em três anos, consolidando-se como uma ferramenta vital para o mercado de balcão.
O estoque total de dívida pública alcança R$ 8,5 trilhões, e a movimentação diária é tão intensa que equivale a girar todo esse estoque três vezes ao longo de apenas um ano cheio.
Fernando Bianchini, da B3, destacou que a tecnologia sozinha não basta, sendo necessário mobilizar o mercado através de parcerias com referências de informação como a Broadcast.
Evolução para o crédito privado
O próximo passo da plataforma é integrar a negociação de títulos privados, como debêntures, CRIs e CRAs, além de créditos de descarbonização, ampliando o leque de ativos disponíveis.
A B3 já trabalha na habilitação de formadores de mercado para aumentar a liquidez nesses ativos de crédito privado, que movimentam cerca de R$ 6,5 bilhões diariamente no Brasil.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e você pode ler a matéria completa aqui: Estadão.







