O setor de imóveis comerciais em São Paulo apresenta sinais claros de recuperação neste início de 2026. A taxa de vacância, que mede a quantidade de espaços vazios, caiu para 12,8% no primeiro trimestre, superando as expectativas do mercado imobiliário.

Este movimento consolida uma trajetória de retomada após os desafios impostos pelos anos de pandemia. Conforme divulgado pelo Estadão, o índice atual é significativamente inferior aos 19,4% registrados no encerramento de 2024, indicando uma nova fase para o mercado.

A diretora-geral da consultoria Binswanger Brazil, Simone Santos, descreveu a absorção de áreas como surpreendente. Esse cenário reflete diretamente a estratégia das empresas em retomar a ocupação de seus escritórios em toda a capital paulista.

Retorno presencial impulsiona ocupação de escritórios

A recuperação do setor imobiliário é sustentada pela mudança no comportamento corporativo. Muitas companhias estão reduzindo o home office e o regime híbrido, priorizando o trabalho presencial como estratégia para alavancar os seus negócios.

De acordo com a diretora de Escritórios da Binswanger Brazil, Melissa Spinelli, a volta definitiva dos funcionários aos prédios é o motor central dessa melhora. Somado a isso, o crescimento da economia brasileira estimulou a expansão empresarial.

Grandes corporações lideram novas locações

O aquecimento do setor é comprovado pelo tamanho das negociações recentes. A Uber, por exemplo, garantiu 12,6 mil metros quadrados no prédio JK Square. Já a Shopee alugou 7 mil metros quadrados no famoso edifício conhecido como prédio da baleia.

Somente no primeiro trimestre de 2026, as locações na cidade somaram 75 mil metros quadrados líquidos. Esse volume expressivo mostra que grandes empresas não estão apenas ocupando salas, mas locando andares inteiros ou até torres completas.

Disparidade entre regiões exige atenção

Embora a média de 12,8% aponte um mercado equilibrado, existem diferenças importantes entre os bairros. Regiões nobres como a Faria Lima e a Paulista enfrentam escassez, com vacância abaixo de 8%, o que valoriza significativamente os imóveis.

Em contrapartida, áreas como Santo Amaro e Chácara Santo Antônio ainda sofrem com a oferta elevada, mantendo a vacância acima de 30%. Esse contraste é um ponto de atenção para investidores que buscam novas oportunidades na capital paulista.

Valorização dos aluguéis preocupa inquilinos

Com a ocupação mais alta, o preço do metro quadrado também subiu. O valor médio chegou a R$ 130 no primeiro trimestre, uma alta de 7% frente ao final do ano passado. Na região da Faria Lima, os valores podem atingir picos de R$ 415 por metro.

Especialistas alertam que empresas que aproveitaram valores baixos durante o período de isolamento agora enfrentarão revisões contratuais. O momento é de cautela para quem deseja expandir operações em zonas de alta demanda e pouca oferta.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, disponível em https://www.estadao.com.br/economia/coluna-do-broad/ocupacao-de-torres-corporativas-sobe-e-setor-vive-momento-de-equilibrio/

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